1 de nov de 2018

Resenha: Expert em vinhos em 24 horas

Expert em vinhos em 24 horas
Jancis Robinson
2018, Planeta

SINOPSE:

Autora de várias “bíblias” sobre o tema, Jancis Robinson explica de forma didática e prática como escolher um bom vinho. Sugere maneiras de fazer uma degustação com os amigos – afinal, a melhor maneira de curtir uma bela garrafa é na companhia de quem se gosta. Jancis dá 10 dicas para escolher a garrafa certa, quanto deve-se pagar por cada uma e como combinar vinho e comida. A edição brasileira inclui um posfácio do sommelier do Grupo Fasano, Manoel Beato, que conta a história do vinho no Brasil e aponta os melhores exemplares nacionais.

Essa é uma resenha diferente, não é sobre um grande romance ou um intrigante mistério policial... é sobre VINHOS! Isso mesmo, a mais respeitada crítica de vinhos do mundo escreveu um guia para os amantes da bebida e principalmente, para aqueles que estão começando a mergulhar nesse universo rico de sabores e aromas!

Expert em vinhos em 24 horas! É possível? Parece aqueles títulos sensacionalistas para fisgar o leitor, não é? Não nesse caso. O livro da Jancis Robinson pode até não te tornar um super especialista no assunto, mas vai abrir esse caminho com informações relevantes e dicas, muitas dicas. E é bem completo. 

Desde a explicação do processo de fabricação dos vinhos, diferença entre tinto, branco e rosé e escolha da garrafa, passando pelos diversos tipos das uvas mais cultivadas no mundo, tempo de guarda, acessórios até dicas de rótulos dos mais variados preços para você testar seus conhecimentos e seu paladar. 

São 160 páginas de informações claras e que, com certeza, mudarão sua forma de degustar a próxima garrafa.


26 de out de 2018

Resenha: As filhas do Capitão

As filhas do Capitão
Maria Dueñas

Planeta, 2018
SINOPSE
Nova York, 1936. A pequena taberna El Capitán é inaugurada na rua Catorze, um dos redutos da colônia espanhola que então reside na cidade. A morte acidental de seu proprietário, o inconsequente Emilio Arenas, força suas indomáveis filhas a tomarem conta do negócio, enquanto nos tribunais é negociado o pagamento de uma promissora indenização.

Abatidas e atormentadas pela necessidade urgente de sobrevivência, as temperamentais Victoria, Mona e Luz Arenas irão trilhar seus caminhos entre arranha-céus, compatriotas espanhóis, adversidades e amores, determinadas a transformar um sonho em realidade.

De leitura ágil, envolvente e tocante, As filhas do capitão acompanha a história dessas três jovens forçadas a atravessar um oceano, se estabelecer em uma deslumbrante cidade e lutar para encontrar seu caminho. Uma homenagem às mulheres que resistem quando os ventos sopram em sentido contrário e a todos os que viveram – e vivem – a aventura, muitas vezes épica e quase sempre incerta, da emigração.

As Filhas do Capitão é o quarto livro escrito pela espanhola Maria Dueñas e publicado no Brasil pela Editora Planeta. O mais famoso deles é O Tempo entre costuras que foi adaptado para a televisão e está disponível na NETFLIX. Mas vamos falar de seu último romance, lançado recentemente no Brasil: a história de três jovens espanholas que emigram para os Estados Unidos contra a sua vontade.

Victoria, Mona e Luz Arenas, as filhas do capitão. Espanholas e com uma criação humilde, as jovens são forçadas a emigrarem para os Estados Unidos nos anos 30 quando seu pai resolve se estabelecer em Nova York. Criadas pela mãe devido a frequente ausência do pai, elas chegam à Nova York contrariadas e dispostas a voltar para seu país na primeira oportunidade. Não se importam em aprender a língua local e nem se inteirar dos costumes ou conhecer a cidade. Sua mãe, uma pessoa rígida, amargurada pela vida, aceita o destino imposto pelo marido e o apoia na abertura de um singelo restaurante chamado El Capitan (daí que surge o apelido de Capitão do pai das jovens).

Tudo muda quando o pai morre precocemente em um acidente no porto e as quatro, de repente, estão sozinhas e cheias de dívidas. Apesar da companhia marítima oferecer uma indenização pelo acidente, a família Arenas decide ficar na cidade e tentar uma indenização maior para voltarem a seu país e poderem tocar a vida. E é nesse ponto que a história dá seu grande destaque à vida e personalidade de cada uma das Arenas. Jovens belas e totalmente ignorantes sobre a vida, principalmente naquele país estranho, com uma língua que não compreendem.

A autora criou um cenário perfeito para mostrar aos leitores a vida dos imigrantes espanhóis daquela época. Encontramos durante a leitura, diversos personagens que compõem a colônia espanhola, com seus valores e orgulho da cultura de sua pátria. 

As Arenas até então inseparáveis, começam a trilhar caminhos diversos empurradas pela necessidade financeira e o desejo de retornar. As jovens surpreendem por sua força, principalmente Mona, a Arenas do meio, que muitas vezes toma a frente das situações e orienta as irmãs nas decisões importantes. 

Gostei muito da leitura e da construção dos personagens. Foram descritos na medida certa e com atitudes coerentes para o perfil criado. As filhas do Capitão mostra além das dificuldades dos imigrantes, a capacidade feminina de superar as mais doloridas dificuldades e agressões. A capacidade de ir pra frente contra tudo, aceitar alguns momentos em que a luta não está a seu favor e buscar um novo caminho na primeira oportunidade. Mulheres de 1930, mas nem tanto...

Quer saber mais sobre a escritora? Assista essa Entrevista com a escritora com cinco perguntinhas sobre o livro. Para ler um trecho do livro gratuitamente, clique aqui

E esses são os primeiros livros escritos por ela:


22 de out de 2018

Resenha: Manual prático de bons modos em livrarias

Manual prático de bons modos em livrarias
Lilian Dorea
2013, Seoman

SINOPSE:
Em 2011 a livreira Lilian Dorea criou o blog [manual prático de bons modos em livrarias], para revelar histórias saborosas e hilárias de seus atendimentos em livrarias. O sucesso foi imediato e ela passou a receber relatos de outros livreiros. Agora, transformado em livro, ela reúne os melhores “causos” do blog, histórias inéditas, curiosidades, dicas de livros, blogs, sites e, claro, livrarias e sebos. Se você quiser evitar ser o novo protagonista de um post do [manual prático de bons modos em livrarias] é melhor ler este livro com toda atenção e aprender a “etiqueta” das livrarias.

Uma amiga me indicou esse livro quatro anos atrás, mas nunca fui atrás de comprá-lo. Até que eu estava lá, enchendo o carrinho de compras no site de Amazon, e dei de cara com ele; comprei!
Posso dizer que me arrependi de não ter lido antes, pois o tanto de risada que eu dei durante a leitura não dá pra medir.
Manual prática de bons modos em livrarias foi escrito por uma ex-livreira que também criou o blog que leva o mesmo nome (e você pode acessá-lo  aqui). Através de pequenas “esquetes”, elas conta as conversas mais loucas, absurdas e inesperadas que acontecem entre um cliente e um vendedor dentro de uma livraria.
É cliente que não lembra o título do livro, nem o nome do autor e nem histórias, mas quer que o livreiro encontre a obra mesmo assim. E também tem os livreiros que confundem os autores mais diferentes possíveis.
Com um humor ácido e sincero, muita ironia e bastante jogo de cintura, a autora  montou um manual completo sobre como nos comportar em livrarias, não importa se você está comprando ou vendendo.
Escolhi um dos meus trechos favoritos para ilustrar para você o que eu estou falando:

Freguesa: Mocinha, por favor, você tem esse livro, só que em roxo?
(Sim, a freguesa estava apontando para O Livro Vermelho, aquele do Jung, aquele que é vermelho, e só vermelho, e por isso se chama O Livro Vermelho.)
Livreira: Como assim, minha senhora?
Freguesa: Então, é que eu estou decorando um ambiente e preciso de três metros de livros roxo. Tem como você me arranjar esse livro grandão, só que roxo?

Você já passou por alguma situação parecida? Se sim, conte para nós aqui nos comentários!

7 de out de 2018

Resenha: Queria ter ficado mais

Foto: Luis Gomes
extraída do site http://www.lote42.com.br/queriaterficadomais/livro
Queria ter ficado mais
Organização: Cecilia Arbolave
Ilustração: Eva Uviedo
2015, Lote 42

Queria ter ficado mais reúne 12 histórias escritas por mulheres em diferentes cidades do mundo - da vizinha Buenos Aires à longínqua Tóquio. São viagens que vêm dentro de envelopes, como cartas enviadas de diversosj potnos do globo para um único destinatário: você. 
Textos de: Barbara Hecker, Bruna Tiussu, Cecília Araújo, Cecília Arbolave, Clara Averbuck, Clara Vanali, Florencia Escudero, Isis Gabriel, Ligia Braslauskas, Lívia Aguiar, Luciana Breda e Olívia Fraga.

Sei que falo isso de quase todos os livros que leio, mas Queria ter ficado mais  estava na minha lista de desejo há muito tempo! Fiquei atraída por ele muito antes de saber sobre o que ele fala; o que foi paixão à primeira vista foi o projeto gráfico.
Esse “livro” é formado por doze cartas. Cada uma tem o seu envelope ilustrado, cada uma é de uma autora, cada uma se passa em um lugar do mundo e cada uma mexe com o leitor de alguma maneira.

Foto: Luis Gomes
extraída do site http://www.lote42.com.br/queriaterficadomais/livro
As cartas – de, aproximadamente, 10 páginas cada – contam experiências de viagens marcantes das autores escolhidas. Durante a leitura, viajei pelo mundo inteiro, de Buenos Aires a Tóquio, em diferentes anos, épocas e através de visões distintas do mundo.
Esse último ponto é o mais curioso, com certeza. Como cada carta é de uma autora, em um local ou uma situação única, me deixei imaginar como eu me sairia naquelas situações... desde encontros improváveis a aventuras inimagináveis. Inclusive fiquei pensando em escrever a minha própria carta de viagem e, depois de muito pensar, decidi que escreveria sobre Barcelona.

Foto: Luis Gomes
extraída do site http://www.lote42.com.br/queriaterficadomais/livro

Além de muito bem escritas e de transmitirem um sentimento verdadeiro, as cartas também despertam o nosso espírito aventureiro e a vontade de sair pelo mundo colecionando carimbos no passaporte, memórias e experiências.




Se não ficou convencido, vale conferir o site que a Lote42 criou, na época do lançamento, especialmente para o livro com várias informações e fotos incríveis para deixá-lo com mais vontade ainda de ler: http://www.lote42.com.br/queriaterficadomais
Queria ter ficado mais terá um espaço especial na estante... queria ter ficado mais tempo lendo...

18 de ago de 2018

Resenha: Amores ao sol


Amores ao sol
Lucão
Planeta, 2018

SINOPSE:

Logo no primeiro dia percorrendo o Caminho de Santiago, Luca esbarra com a tristeza de Rodrigo, um peregrino brasileiro que procura desesperadamente por Sol, um amor que nasceu e se perdeu durante a jornada.

Sem ter muito claro para si o motivo que o levou a Espanha, Luca mergulha no drama do conterrâneo e acaba por seperder ao viver um Caminho cheio de medos, dúvidas e encontros inesperados entre o passado e o presente.

Seria o amor o único caminho para se chegar a Santiago de Compostela?

Esse livro já me conquistou pela sinopse! Explico: tenho um interesse especial pelo Caminho de Santiago e suas histórias e quando vi que o cenário desse romance contemporâneo era o Caminho, não tive dúvidas e o coloquei no topo da minha lista de leitura.

Eu não conhecia o escritor, o Lucão e fui nas redes sociais saber um pouco mais dele e descobri um jovem poeta com publicações lindas e tocantes. Mais um motivo para eu iniciasse logo a leitura. 

Lucão explica que fez o Caminho de Santiago duas vezes, sendo que na primeira ele teve que interromper sua caminhada por conta de uma lesão. O livro nasceu das suas duas experiências pelo Caminho. O personagem principal é o Luca, um brasileiro que decide fazer 480 dos 800km do Caminho Francês meio sem saber o motivo. Chega na França dividido entre a empolgação do início da caminhada e a dúvida se fez uma boa escolha. Mas logo no primeiro dia ele conhece outro brasileiro, Rodrigo e sua história de um amor perdido durante a caminhada. Rodrigo agora está no Caminho para reencontrar Sol. 

E Luca começa sua caminhada, intrigado pela tristeza de Rodrigo e ansioso pelo o que está por vir. A história tem muitos encantos, mas nada se compara aos personagens que ele encontra pelo caminho. Peregrinos que conhece em uma parada, outros que o acompanham em um trecho e aqueles especiais que transformam a experiência de Luca durante a dura caminhada.

Nunca fiz o Caminho (quem sabe algum dia), mas a maneira como o autor retratou a solidariedade e companheirismo dos peregrinos e a atenção e carinho dos que trabalham nos albergues é justamente como eu imagino que seja. Em uma aventura como essa você se livra de orgulho e vaidade... você vive o presente de forma simples e aberta e se aproxima das pessoas.  Devem ser muitos os motivos que levam os peregrinos para o Caminho e as experiências são as mais diversas, mas acredito que todos chegam ao final transformados de alguma maneira. Luca segue pelo Caminho enfrentando dores e tentando descobrir qual era de verdade o caminho dele, qual seu real motivo para estar ali. Para chegar a resposta ele revisita dores e perdas de sua vida.

Cada capítulo é aberto com um pequeno verso. Coisas simples e tocantes assim:


"Numa vida bem vivida, cada segundo que passa é uma saudade que fica".

"Ame mais de uma vez ao dia. Ame como se o amor fosse um remédio para uma doença crônica. Ame como se você sentisse uma insuportável dor. E se preciso for, amor, amor, amor e amor".

"Tem beijo que parece acidente. Duas nuvens se chocam de frente".

"Às vezes, o nosso vazio só se preenche com um pouco mais de nós mesmos".

Eu já estive em Santiago de Compostela (cheguei lá de moto e não caminhando), mas presenciei a chegada de alguns peregrinos e é emocionante! Tem uma escultura próxima a central dos peregrinos que diz muito sobre quem se propõe a percorrer essas distãncias longas a pé. Ela se chama Pies de Peregrino e tem uma inscrição em cada uma das quatro faces com a seguinte frase:


"Camino recto, camino erguido, camino buscando un sentido. Camino porque tengo un objetivo, y no pararé hasta alcanzar mi destino".


Amores ao Sol é um livro lindo que eu indico! E indico também seguir o Lucão no instagram (@lucaoescritor) e conhecer sua poesia. Veja o que você encontra lá:


Extraído do instagram @lucaoescritor

No site da Editora Planeta você pode baixar um trecho de Amores ao Sol. É só clicar aqui.

17 de ago de 2018

25ª Bienal



O começo do segundo semestre foi bem agitado para os amantes de livros! Logo depois  da FLIP (você pode ler nosso post aqui), a Bienal do Livro já começou.

A cada dois anos a feira acontece em São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi e, em 2018, ela começou no dia 3 de agosto e foi até o dia 12. Nos 10 dias de evento, mais de 660 mil pessoas foram visitar os lindos estandes, sentir o amor pela literatura e, claro, comprar livros!

Neste ano a programação oficial na Bienal estava muito agitada: debates, sessões de autógrafos, apresentações, encontros de leitores e muito mais em todos os dias. Além disso, as editoras também promoveram sessões de autógrafos muito animadas.



Realidade como inspiração
Eu assisti duas mesas no Salão de Ideias e ambas foram incríveis. A primeira, na terça-feira, chamada O feminismo e a literatura contou com a participação de Aryane Cararo, Duda Porto, Martha Batalha e Carola Saavedra. Já na quarta-feira, pude assistir Geovani Martins, Henrique Rodrigues e Carlos Eduardo Pereira falarem sobre Realidade como inspiração

Para mim, porém, existe algo melhor do que todas as atividades que ocorrem é lá: visitar todos os estandes, das editoras grandes às menores e outras diversas marcas que participam. Cada uma, a sua maneira e proporção, consegue levar algo diferente para a feira, mas igualmente especial.
Embora seja difícil, escolhemos os estandes que mais conquistaram o coração do público:
·      Companhia das Letrinhas: neste ano o Grupo Companhia das Letras fez um estande somente para o seu selo infantil e ficou sensacional!


·      Papel pólen: para quem não conhece, pólen é o papel dos sonhos para qualquer um que ame ler. O estande tinha vários cenários lindos para fotos, uma grande “rede de descanso” e uma parede de lambe-lambes.


·      Mauricio de Sousa Produções: como em outros anos, os criadores da Turma da Mônica montaram a fábrica de quadrinhos, no qual os leitores podem comprar um quadrinho personalizado com o seu personagem. É sempre divertido ver os livros serem impressos e montamos na hora!


·      Intrínseca: esse estande estava um verdadeiro cenário de fotos. Em um lado havia uma lousa para promover o livro O homem de giz; em outro um painel enorme do livro A sutil arte de ligar o f*da-se; e, por último, a grande atração: um maravilhoso túnel de livros que era a entrada do estande!



Outros estandes que montaram cenários para fotos também foram muito procurados pelos leitores, como foi o caso da Harper Collins que teve Newt e sua maleta de Animais Fantásticos e onde habitam.

Ai Bienal, você é sempre uma loucura, mas também transmite muito amor e alegria no coração. Até 2020!
Juliana

Nota da Ana Paula:
Acompanhei a Juliana e além do que ela já contou, tem um coisa que me deixou muito feliz na feira: a grande quantidade de crianças levadas por seus professores. Parabéns professores pela iniciativa! Não é nada fácil encarar um evento assim com crianças, em um local lotado. Quanto as crianças, eu não as vi só em um dia de passeio escolar e sim aproveitando o evento, entrando nos estandes e procurando livros que pudessem comprar (aqueles estandes de 5 e 10 reais fazem a festa da criançada kkk). Isso é muito legal. Chega até a nos dar um pouco mais de esperança no futuro! Ah se a maioria dos adultos tivessem a ideia do quão importante é incentivar a leitura desde pequeninos... Tudo seria tão diferente!

16 de ago de 2018

Flip 2018


Estivemos, pelo segundo ano seguido, prestigiando a FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty – e este ano a autora homenageada foi a incomparável Hilda Hilst. Você pode conferir o post do ano passando clicando aqui!

Infelizmente o passeio foi breve, pois só estivemos lá no sábado, mas a energia da feira é tão incrível que vale a pena senti-la mesmo que seja por poucas horas. A verdade é que Paraty é maravilhosa em qualquer época do ano e durante o evento fica ainda melhor: muita gente feliz, se divertindo e trocando experiências sempre com o amor pelo mundo literário como ponto em comum. 

 E se você tem vontade de participar da edição de 2019, separei três dicas muito boas para você aproveitar ao máximo:

1.            Programe-se: como tem muitos eventos acontecendo ao mesmo tempo, é legal montar uma programação com o que você quer mais assistir. Também é importante se informar se é necessário pegar senhas com antecedência.
2.            Alimentação: principalmente de final de semana os restaurantes ficam bem cheios, então aconselho levar alguns lanchinhos para enganar a fome no “horário de pico”. Ah, e levem água para ajudar na luta contra o calor de Paraty em pleno inverno!
3.            Mesas da programação oficial: os debates acontecem dentro da Igreja e, para assisti-los, é necessário comprar ingresso. Como eles esgotam bem rápido, é difícil conseguir. Entretanto, todas as mesas são transmitidas ao vivo no telão da praça! A qualidade do som e da filmagem é ótima e há muitas cadeiras para acomodar os espectadores.

A FLIP 2018 teve uma vasta programação paralela, além da oficial. Várias casas com decoração especial, mesas de debate e sessão de autógrafos... separei aqui os lugares que eu mais gostei – mas preciso dizer que vale a pena visitar todas!
Exposição da Língua Portuguesa: enquanto o nosso querido Museu da Língua Portuguesa ainda passa por reformas, eles montaram uma exposição dentro de um “trailer” sobre a história e as curiosidades da nossa língua.
Casa Hilda Hilst: a casa em homenagem a autora estava com uma decoração linda que contava sobre a Hilda.
Mesa com Geovani Martins, autor de O sol na cabeça, e Colson Whitehead, autor de Underground Railroad: cada autor leu um trecho do seu livro e eles transcorreram um debate muito rico sobre literatura, questões raciais e classes sociais. 

Agora preciso confessar uma coisa: escrever este texto já me deu saudades de lá, ansiosa pela edição de 2019 <3

Confira alguns registro que eu fiz por lá:















24 de jul de 2018

Resenha: Não chore, não

Não chore, não
Mary Kubica
2018, Planeta

SINOPSE:

No centro de Chicago, a jovem Esther Vaughan desaparece de seu apartamento sem deixar vestígios. Uma carta sombria dirigida a “Meu bem” é achada entre seus pertences, deixando sua colega de apartamento, Quinn Collins, se perguntando onde a amiga estaria e se ela era - ou não - a pessoa que Quinn achava que conhecia.

Enquanto isso, em uma pequena cidade de porto de Michigan, uma mulher misteriosa aparece no tranquilo café onde Alex Gallo trabalha lavando pratos. Ele é atraído imediatamente pelo seu charme e beleza, mas o que começa como uma paixão inofensiva rapidamente se transforma em algo mais sinistro...

Não chore, não é da mesma autora de A garota perfeita (leia sobre esse livro aqui), Mary Kubica e conta a história do desaparecimento de uma jovem em Chicago, Esther Vaughan e da pacata vida de Alex Gallo que se interessa por uma estranha que surge em sua cidade. 

A história é contada do ponto de vista da colega de quarto de Esther, Quinn alternando com a narração de Alex. Quinn acorda um dia e percebe que sua amiga não está no apartamento e que, aparentemente, ela saiu pela janela do quarto dela deixando-a aberta. A garota demora a tomar uma atitude e fica esperando Esther voltar, achando que existe alguma explicação para o comportamento anormal de sua colega. Confesso que essa postura de Quinn me incomodou muito... não é normal uma pessoa ficar tão tranquila com o desaparecimento de alguém. 

Alex Gallo é o único jovem de sua turma que não foi para faculdade, ficando em casa com o pai problemático. Ele trabalha como lavador de pratos em uma lanchonete e leva uma vida sem qualquer emoção, até que uma bela  jovem entra e se senta perto da janela, observando misteriosamente as casas do outro lado da calçada. Alex de imediato se interessa pela garota e passa a observa-la a distância e até a segui-la. 

Os capítulos do livro são curtos, mas o início do livro acaba sendo meio arrastado. Fica alternando entre Quinn não fazendo quase nada para encontrar Esther e Alex querendo saber mais da garota, mas também fazendo pouco para isso. Eu cheguei a me desmotivar no início, mas persisti e garanto que valeu muito a pena. A história toma um rumo totalmente inesperado e tenso. Se eu tivesse me deixado levar pelas primeiras impressões, teria perdido um desfecho intenso que fez valer toda a leitura. 

Não chore, não trata de temas difíceis como maldade, abandono e escolhas difíceis. 
Minha dica é: leia esse livro! Insista caso o início não pareça promissor... garanto que valerá a pena cada página virada!

A edição está muito bonita, com uma bela capa e com as páginas naquele tom amarelinho suave do jeitinho que a gente gosta e não cansa os olhos! 

18 de jul de 2018

Resenha: Nunca houve um castelo

Nunca houve um castelo
Martha Batalha
2018, Companhia das Letras

SINOPSE:
Rio de Janeiro, 1968. Estela, recém-casada, mancha com choro e rímel a fronha bordada de seu travesseiro. Uma semana antes ela estava na festa de Réveillon que marcaria de modo irremediável seu casamento. Estela sabia decorar uma casa, receber convidados e preparar banquetes, mas não estava preparada para o que aconteceu. 
Setenta anos antes, Johan Edward Jansson conhece Brigitta também em uma festa de Réveillon, em Estocolmo. Eles se casam, mudam-se para o Rio de Janeiro e constroem um castelo num lugar ermo e distante do centro, chamado Ipanema. 
Nunca houve um castelo explora como essas duas festas de Ano-Novo definem a trajetória dos Jansson ao longo de 110 anos. É uma saga familiar embebida em história, construída com doses de humor, ironia e sensibilidade. A riqueza e a complexidade dos múltiplos personagens criados por Batalha permitem tratar de temas que se entrelaçam e definiram a sociedade brasileira nas últimas décadas, como o sonho da ascensão social, os ideais femininos e feministas, a revolução sexual, a reação ao golpe militar, a divisão de classes, a deterioração do país. 
Um romance comovente sobre escolhas e arrependimentos, sobre a matéria granular da memória e as mudanças imperceptíveis e irremediáveis do tempo.

Em 2016, despretensiosamente, comprei o A vida invisível de Eurídice Gusmão por dois motivos: 1- eu acho a capa incrível e 2- estava com saudades de ler autoras nacionais. O resultado foi um dos livros que mais me surpreendeu e mais uma autora nas listas para admirar: Martha Batalha.
Pois bem que agora, no início de 2018, ela lançou seu segundo livro pela Companhia das Letras, Nunca houve um castelo. Claro que não descansei até comprá-lo e terminar a leitura.
Martha Batalha recriou e construiu a história dos descentes de Johan Jansson, um cônsul da Suécia no Brasil que construiu um castelo em Ipanema, em 1904.

“ – O que existe depois daquela igrejinha? – Perguntou Brigitta.
– Nada – disse Johan.
Nas muitos vezes em que se lembrou desse dia, Johan não soube dizer se foram as vozes ou a ausência delas que fizeram sua mulher dizer:
       Então é para lá que devemos ir.”

Começando por Johan e Brigitta e passando pelos filhos, netos, pais, noras e conhecidos, a autora conta a história de cada personagem que participa deste livro. Todos eles tem início, meio e fim, e isso é fantástico.
Todos que passam pelas páginas são igualmente importantes e reais, ou seja, eles erram, acertam, tem medos e certezas. O leitor se envolve muito com a família e é incrível ver como o tempo e os acontecimentos modificam tanto as pessoas, as relações e o próprio Rio de Janeiro.
Ela cobre quase um século da história de Ipanema, um dos bairros mais famosos do Rio de Janeiro, e também do Brasil, já que dá destaque para duas coisas muito importantes: a ditadura e o fortalecimento da mulher na sociedade.
Outra preocupação clara da autora é o contexto histórico do livro, é notável toda a pesquisa e vivencia que ela teve que passar para escrever com tanta propriedade.
Uma característica que eu já havia amado no primeiro dela, e só fortaleceu nesse é como ela retrata tão bem o universo feminino. Todas as personagens mulheres são fortes, bem construídas e cativantes, cada uma a sua maneira.

"Para que se casar? Gostava de ser muitas mulheres, desde que nenhuma fosse a mulher de alguém."

Além disso, Nunca houve um castelo traz doses de humor, de tensão, amor, traição, dúvidas, amizades... resumindo: é extremamente real. E, apesar de retratar um outro século, é muito atual (o que dá mais força para a crítica social que o livro apresenta)
Sabe aquele livro que você dá risada em uma página, quase chora três páginas depois, tem raiva de um personagem ou de uma situação no começo do capítulo e termina o mesmo torcendo por ele? É exatamente assim.
Obrigada por mais um romance completo, sensível e profundo, Martha <3

11 de jul de 2018

Resenha: Um de nós está mentindo


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UM DE NÓS ESTÁ MENTINDO
Karen M. McManus
2018, Galera Record

SINOPSE:
Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.

Esta resenha é a primeira coisa que estou fazendo após terminar de ler Um de nós está mentindo, da autora norte-americana Karen M. McManus. Estou fazendo isso porque fiquei tão encantada por essa obra que quero escrever enquanto a história está recente em minha cabeça.

Ao contrário da grande maioria dos livros que eu leio, esse não chegou até mim através de indicação de ninguém. Navegando pelo site da livraria, me encantei pela junção da capa, título e subtítulo e ele entrou na minha lista de desejos. Depois de ler as 384 páginas em 3 dias, posso dizer que ele fez jus às minhas expectativas.

Um de nós está mentindo é narrado pelos quatro personagens principais, que se alternam entre si e contam a história em tempo real, cada um do seu ponto de vista. São eles Bronwyn, a gênia; Addy, a bela; Nate, o criminoso; e Cooper, o atleta. Apesar de serem os estereótipos clichês da uma ensino médio norte-americano, todos os personagens me impressionaram muito conforme a história se desenvolve.

Os quatro protagonistas, que possuem pouca ligação entre si, vão parar na detenção com Simon, o criador do aplicativo de fofocas da escola que já arruinou a vida de muitos alunos. Porém, antes do final da detenção, Simon morre e as pessoas que estiverem com ele por último na sala são as principais suspeitas, já que todos tem ótimos motivos para terem cometido o assassinato.

Obviamente alguém sabe mais do que está contando e com certeza há muito segredos, armadilhas e mentiras por traz da morte de Simon, e a grande pergunta é: Você é capaz de ligar dos pontos e descobrir a verdade?

Quanto mais você se envolve com os personagens e torce para nenhum deles ser o culpado, mais fica impossível parar de ler um só minuto, até descobrir a verdade.

A autora amarrou muito bem cada detalhe da história, de modo que o leitor muda de suspeito a todo momento e, no final, mesmo que estivesse correto, acaba surpreendido de outra maneira. A escrita é muito envolvente e a construção dos personagens é gradativa, o que me agradou muito. No começo todos eles parecem muito superficiais, mas a história se desenrola e apresenta o melhor (e o pior) de cada um deles.

Além do mistério e da pressão que a polícia e os jornais estão colocando nos alunos, há também várias doses questões adolescentes (aqueles clichês que a gente ama num livro, né?): amor, dúvidas, traição, amizades improváveis, problemas familiares etc.

Como ponto negativo, apenas uma questão técnica: encontrei vários problemas de impressão como letras faltando, páginas meio tortas e outras muito carregadas de tinta... coisas que eu já tinha reparado em outros livros da editora Record.

Adorei o livro e indico muito!

30 de mai de 2018

Resenha: DOCE LAR

DOCE LAR
Tillie Cole
2018, Essência

SINOPSE:
os vinte anos, Molly Shakespeare acha que já sabe de tudo.
Ela leu Descartes e Kant.
Ela estudou em Oxford.
Ela sabe que as pessoas que te amam também te deixam.

Mas quando Molly se muda da cinzenta Inglaterra para começar uma nova vida nos Estados Unidos, ela descobre que ainda tem muito a aprender. No Alabama os verões são mais quentes, as pessoas mais intimidantes e os alunos de sua nova escola muito mais viciados em futebol.

Após conhecer o famoso quarterback Romeu Prince, Molly só consegue pensar em seus olhos castanhos, cabelos loiros, físico perfeito... e em como sua vida tranquila e solitária parece estar a ponto de mudar drasticamente.

Doce Lar o é primeiro livro da série Sweet da escritora Tillie Cole. Seu lançamento no Brasil foi muito esperado pelos fãs da escritora que já a conheciam por Mil beijos de garoto. Seu lançamento contou até com uma polêmica nas redes sociais: quando a Editora Planeta divulgou a capa do livro, os fãs protestaram e pediram a capa original, apesar da usada ter sido aprovada pela própria Tillie. Mas a editora atendeu aos fãs e trocou a capa! Nota 10 para a Planeta que ouviu seus leitores! Eu, particularmente, tinha gostado da capa inicial, mas vamos a história.

Doce Lar é um romance new adult e conta a história da inglesa Molly que após tragédias familiares, chega aos Estados Unidos para estudar para seu mestrado em filosofia e lá conhece Rome, o atleta famoso da universidade, lindo e explosivo... ai você vai pensar: seria um Maddox? Não, apesar de todas as características, Rome não veio de uma sofrida e carinhosa família como Maddox, pelo contrário, ele é o único herdeiro de uma magnata do petróleo e tem um péssimo relacionamento com seus pais. Mas as semelhanças com os irmãos Maddox me incomodaram um pouco. Sabe aquela história do moço lindo, popular e briguento que se apaixona por uma garota e larga a vida de garanhão por ela? É assim também em Doce Lar. 

Até o meio do livro eu não me empolguei muito, mas depois as coisas começam a complicar e uns dramas mais pesados enriquecem a historia, tornando-a mais densa. E nesse ponto também o romance entre os protagonistas se intensifica e as cenas entre eles passam a ser bem quentes... E bota quente nisso! Embora Romeo Prince seja totalmente apaixonado por Molly e a protege a qualquer custo, ele assume uma postura dominadora durante o sexo que ela aceita sem reservas e isso pode incomodar as leitoras. Molly vê tudo que vem de Romeo com um romantismo que chega a ser ingênuo. E ele é o cara com a mente ferrada que encontra na garota sua salvação. 

Para saber o desenrolar dessa história só lendo mesmo. O que eu garanto é que a história que começa com certa superficialidade, se torna intensa  com um drama familiar dos mais complicados. São dois protagonistas com traumas de um passado dramático que se encontram e lutam para ficarem juntos. 

Os amigos do casal são os protagonistas dos demais livros da série. Sweet Fall trás Lexi e Austin; em Sweet Hope, Ally e Axel e para finalizar, Sweet Soul com Levi e Elsie. A série ainda conta com Sweet Rome que é a história do primeiro volume contada por Romeo.

Essas são as capas originais de série toda:




29 de abr de 2018

Resenha: Antes da tempestade

Antes da tempestade
Dinah Jefferies
Paralela, 2017

SINOPSE:
Rajputana, Índia, 1930. Desde a morte de seu marido, a jovem inglesa Eliza tem como única companhia sua câmera. Determinada a se firmar como fotógrafa profissional, ela acaba de aceitar um convite do governo britânico para se hospedar durante um ano no castelo da família real local. Sua missão: fotografar, para o acervo da Coroa inglesa, a vida no Estado principesco de Juraipore.
Ao conhecer Jayant, irmão mais novo do marajá, Eliza embarca na aventura mais transformadora de sua vida. Acompanhada pelo príncipe rebelde e misterioso, ela conhecerá uma terra marcada por contrastes — com paisagens de beleza incomparável, cultura rica e vibrante e, ao mesmo tempo, a mais devastadora das misérias.
Enquanto Eliza desperta Jayant para a pobreza que circunda o castelo, ele mostra a ela as injustiças do domínio britânico na Índia. Juntos, descobrem uma afinidade de alma e uma paixão arrebatadora. Mas a família real fará de tudo — até o impensável — para impedir a aproximação entre o nobre indiano e a viúva inglesa.

Antes da tempestade é da mesma autora de O perfume da folha de chá (saiba mais clicando aqui) e tão bom quanto!

Nesse livro, Dinah Jefferies nos conta a história de Eliza, uma jovem viúva que retorna a Índia, onde passou parte de sua infância, para trabalhar como fotógrafa da família real do Estado principesco de Juraipore, durante a domínio britânico.

Apesar de bem recebida na família, Eliza se depara com diferenças culturais muito fortes. Ela passa a viver no palácio real, com a presença da concubinas do marajá, do opressivo Chatur, o principal representante da corte e da mãe do soberano, Laxmi. Apesar de Laxmi ser uma mulher com ideias e atitudes modernas, Eliza sente como nunca a inferioridade feminina e a insegurança de ser estrangeira em um país com cultura tão machista.

Logo na chegada, Eliza conhece o irmão do marajá, o interessante príncipe Jayant que passa a ser o acompanhante dela em suas saídas para fotografar. A relação de amizade dos dois vai se estreitando e ela percebe que Jay não é como os outros. Ele é gentil, com ideias revolucionárias e pensa no bem estar do povo que é ignorado por seu irmão. Mas como estamos falando de romance, é claro que amizade entre os dois vai muito além. Jay deverá se casar com uma princesa e sua relação com Eliza é totalmente impensável. 

Ao longo da história, enquanto Eliza e Jay vão se conhecendo e se inicia o romance entre eles, vamos também conhecendo detalhes da vida daquela época e região que são terríveis se pensarmos que aconteciam a menos de cem anos atrás. Um das passagens impactantes é quando Eliza e Jay testemunham a execução de uma mulher viúva. As viúvas eram tidas como mulheres que falaram em sua única missão: cuidar e zelar pela saúde e bem estar dos seus maridos. Dá para imaginar algo assim?

Antes da tempestade é uma história de romance proibido entre os protagonistas, com um cenário de belas paisagens e temperado com as diferenças culturais, manipulações políticas e situações opressoras e uma esperança de liberdade. 

Recomendo e já fico esperando o próximo livro da autora!