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6 de jul. de 2020

RESENHA: CORRA, ALEX CROSS

CORRA, ALEX CROSS
James Patterson
Arqueiro, 2014

SINOPSE:

Um cruel assassinato na escuridão
Dentro de um estacionamento em Georgetown, uma mulher é esfaqueada e trancada no porta-malas do próprio carro. Como assinatura, o criminoso corta os cabelos louros da vítima e os deixa espalhados pelo corpo. Designado para o caso, o detetive Alex Cross nem imagina que esse é apenas o primeiro de uma série de pesadelos.

Uma mulher é morta e um bebê desaparece
No mesmo dia, Alex Cross é chamado para uma segunda cena de crime: uma jovem enforcada do lado de fora do sexto andar de um edifício. Assim que a legista responsável descarta a possibilidade de suicídio e informa que a vítima deu à luz recentemente, Cross descobre que não está lidando apenas com um homicídio, mas também com um caso de sequestro.

Alex Cross precisa deter três assassinos

Três dias depois, o corpo de um rapaz é descoberto em uma doca, baleado e com meia dúzia de perfurações ao redor da área genital. Quando os rumores de três assassinos em série se alastram pela cidade de Washington e novas vítimas são encontradas a cada dia, a pressão recai nos ombros de Cross. Uma pressão tão forte que pode afetar sua concentração a ponto de ele não conseguir evitar um perigo mortal que se aproxima de sua família.

Um de meus gêneros preferidos são os romances policiais, cheios de mistérios e reviravoltas. Além do Harlan Coben, de quem sou fã declarada, outro autor do gênero que curto muito é o James Patterson. Tem duas séries dele que são incríveis: Alex Cross e Clube das Mulheres contra o Crime. 

Essa é mais uma história do detetive Alex Cross, um renomado policial com PhD em Psicologia. Desta vez, Alex terá que investigar assassinatos que apontam para três criminosos diferentes, além de lidar com um complicado problema familiar. 

Sabe aquelas histórias em que o assassino é apresentado ao autor já no início, sem mistério? Então, essa história é bem assim. Os três criminosos são identificados para o leitor e não há dúvida sobre a culpa de cada um deles. O suspense fica por conta de qual será a próxima ação dos assassinos e suas reais motivações  e todo aquele inteligente jogo de pistas deixadas para trás e como a polícia as encontra e interpreta.

Dessa vez, Alex chega a ser incriminado por um dos assassinos e se vê afastado da investigação em seu momento mais crucial. No âmbito familiar, a filha adotiva da família Cross, uma jovem orfã de mãe envolvida com drogas, enfrenta problemas da mesma natureza, colocando toda a família em alerta e sofrimento pela menina. 

Um das coisas que gosto no estilo do autor é a riqueza de detalhes nas cenas importantes. Ele consegue descrever o sentimento dos personagens com muita clareza e nas cenas violentas, chega até a incomodar o leitor, tamanha é a veracidade que ele passa.

Se você curte suspenses policiais, eu recomendo ler a série Alex Cross! 

28 de dez. de 2016

Resenha: 9º Julgamento

9º Julgamento
James Patterson
Arqueiro, 2014

SINOPSE:
Um maníaco impiedoso. Uma jovem mãe e seu bebê são cruelmente mortos dentro do estacionamento de um shopping. Sem testemunhas ou indícios da identidade do assassino, só resta à sargento Lindsay Boxer e ao seu parceiro, Rich Conklin, uma única pista: três letras escritas com batom vermelho no para-brisa do carro das vítimas.
Um assalto sangrento. Em outro canto da cidade, a esposa de um astro de cinema é acordada por um ladrão que está fugindo com milhões de dólares em joias e pedras preciosas. Antes de conseguir chamar a polícia, ela é friamente assassinada e São Francisco fica em estado de histeria.
A morte está próxima. Lindsay é convocada para o novo caso e tenta conciliar as duas investigações e o noivado com Joe Molinari, sempre afetado por seu relacionamento íntimo com Conklin. Em meio a toda a adrenalina, a sargento é obrigada a colocar a própria vida em risco para salvar a cidade antes que a lista de vítimas aumente.


Finalmente eu li último livro de James Patterson (em parceria com Maxine Paetro) da série Clube das Mulheres contra o crime que estava na minha estante esperando. Não foi por falta de interesse que essa leitura demorou e sim de tempo mesmo. Como já devem saber, eu adoro as histórias criadas por Patterson. Ele tem uma forma de escrever que eu gosto muito, com cenários e personagens bem construídos e narrados. 
Em 9º Julgamento ele deixou de lado o suspense de descobrirmos quem são os culpados e logo nos primeiros capítulos já nos apresenta o assassino cruel de mães e bebês e a ladra de jóias. São os dois casos que dividem a atenção da Tenente Lindsay Boxer nessa trama. 

Um maluco atira em uma mãe e seu bebê no estacionamento de um shopping, causando comoção geral, principalmente em Claire, a médica-legista amiga de Lindsay que é mãe de uma bebê em idade próxima a da criança cruelmente assassinada. 

Paralelo a esse caso, acompanhamos a ladra Hello Kitty que invade a casa dos ricos enquanto os donos oferecem jantares no andar de baixo. Ela entra e sai levando caras jóias sem nunca ser vista, mas dessa vez algo deu errado e acaba com a esposa de um astro de cinema assassinada. Mais uma vez aqui, Patterson não esconde os fatos do leitor. O mistério para os leitores é somente saber quando e como a polícia vai descobrir os verdadeiros culpados e se vai conseguir capturá-los. 

Essa "falta" do mistério em nada compromete a história e é até interessante para o leitor que acompanha a investigação da polícia e as ações dos culpados ao mesmo tempo. 

9º Julgamento é mais um livro de James Patterson que eu indico!

Aqui na Estante você pode encontrar a resenha dos outros livros da série Clube das Mulheres Contra o Crime e de outros livros do mesmo autor. É só seguir o link abaixo:






1 de abr. de 2016

Resenha: 8ª Confissão



E olhem eu aqui de novo com um suspense policial de novo! Hahaha, já estou ficando repetitiva,  não acham? James Patterson e o Clube das Mulheres contra o Crime.

Em a 8ª Confissão, é a vez dos ricos e badalados da cidade morrerem de forma misteriosa! Lindsay Boxer é a encarregada de investigar a morte do casal Isa e Ethan Bailey que foram encontrados mortes na cama do quarto do casal, sem qualquer indício de violência, sem arrombamento e sem vestígios de qualquer substância estranha no sangue. Nem a competente médica legista e amiga de Lindsay, Claire não consegue identificar a causa das mortes.

Paralelo a esse caso, a jornalista Cindy Thomas desenvolve um interesse especial pela morte de um morador de rua conhecido por Bagman Jesus. Aparentemente, um benfeitor entre os moradores de rua que tem muitas histórias bonitas para contar a respeito da vítima. Um caso que obviamente é deixado de lado pela polícia, que foca seus recursos na investigação da morte dos milionários. A insistência de Cindy se torna um perigo, mas ela vai descobrindo que as aparências por vezes enganam.

Na vida pessoal, Lindsay não está melhor... ela percebe uma aproximação entre sua amiga jornalista e seu parceiro Richard Conklin, por quem nutre sentimentos que não deveria. 

Como sempre, Patterson criou uma história bem envolvente. Sua narrativa é dinâmica, não deixando cair o ritmo em nenhum momento e levando o leitor a virar as páginas sem largar o livro.

Resumindo,  8ª Confissão é tão bom quanto os outros livros da série! Agora vou partir para o próximo (e último na minha estante) 9º Julgamento!

8ª Confissão
James Patterson
Arqueiro, 2013


Conheças os livros anteriores da série neste post

29 de fev. de 2016

Resenha: 7º Céu


Sempre que eu termino um livro que foi arrastado de ler, eu procuro uma leitura do tipo "satisfação garantida" e... James Patterson é perfeito para essa missão.

7º Céu é da série O Clube das Mulheres contra o Crime que tem histórias policiais ótimas com a protagonista sargento Lindsay Boxer e suas amigas: a advogada Yuki, a jornalista Cindy e a médica legista Claire.

Desta vez, Lindsay tem o difícil caso do desaparecimento do filho do ex-governador da Califórnia. Um assunto que dominou a mídia e teve a atenção de toda a população, uma vez que o jovem Michael Campion tinha uma saúde debilitada e era de filho de uma figura politica importante e conhecida. O caso chega a julgamento tendo a jovem assistente da promotoria Yuri Castellano em um momento delicado de sua promissora carreira.

Paralelo a isso, Lindsay é a responsável pela investigação de uma série de incêndios que vem vitimando casais ricos de maneira cruel. E para completar o trama da sargento, sua vida amorosa também está turbulenta: morando com o dedicado namorado Joe, ela anda se sentindo perigosamente atraída por seu parceiro Conklin.

Já falei aqui muitas vezes e repito: James Patterson e leitura boa garantida para mim! Adoro sua maneira de escrever, de criar os conflitos e principalmente da narrativa dos acontecimentos!

E essa série Clube das Mulheres contra o Crime está cada vez melhor, pois vamos acompanhando a evolução do personagens e suas histórias pessoais. 

Terminei esse e já comecei a leitura do próximo: 8ª Confissão!

Saiba mais sobre a série nas resenhas já publicadas:







29 de out. de 2015

Resenha: O 6º alvo



James Patterson de novo Ana? Sim! Eu gosto muito do estilo dele de escrever e da forma como desenvolve a trama. É o tipo de escritor que prende a atenção do leitor mesmo.
6º alvo é mais uma história do Clube das Mulheres contra o Crime. Na prática, não é um clube formalizado, são quatro amigas que em suas áreas de atuação acabam contribuindo ou participando de alguma forma para a solução de crimes. A protagonista é a policial Lindsay Boxer e suas amigas são a médica-legista Claire, a advogada Yuki e a jornalista Cindy. É o terceiro livro que leio dessa série, que confesso, não é a minha preferida do autor (gosto mais de Alex Cross).

Esse livro tem dois dramas que correm paralelos. O primeiro deles é de um atirador maluco que dispara em uma balsa, matando algumas pessoas e ferindo outras. Entre os feridos está a amiga de Lindsay, Claire. O assassino logo se entrega e a história segue acompanhando o seu julgamento. 
O segundo é o sequestro de uma garotinha prodígio de cinco anos, filha de um rico e importante jornalista. Lindsay e seus companheiros da polícia correm contra o tempo para descobrir o paradeiro da garota e a identidade dos sequestradores.

Apesar da história ter me prendido, não foi o melhor trabalho de Paterson. O desfecho das duas histórias não me surpreendeu tanto. Gosto quando o final nem passou pela minha cabeça, mas não foi o caso. Mas isso em nada desmerece a história e qualquer fã do autor tem em 6º alvo mais uma leitura gostosa e envolvente. 

Os três primeiros volumes da série foram lançados pela Editora Rocco e não estão mais a venda. A Arqueiro lançou os volumes 4 a 9.

Os livros são independentes e você pode ler em qualquer ordem. Apenas alguns fatos da vida pessoal das quatro mulheres pode ficar perdido se você não leu os anteriores, mas a história principal, os crimes, não tem correlação.

Conheça os volumes 4 e 5:

4 de julho
5º Cavalheiro

Depois de 6º alvo, foram lançados: 

7º céu8ª confissão9º julgamento

11 de jun. de 2015

Resenha: Eu, Alex Cross


Desde que eu li Os assassinos do cartão-postal, James Patterson entrou na lista de meus escritores de suspense preferidos. Eu, Alex Cross, é o primeiro da série que eu leio, embora seja o oitavo lançado no Brasil.

O detetive Alex Cross está comemorando seu aniversário em família, quando recebe uma ligação da polícia informando que sua sobrinha Caroline foi assassinada e que seus "restos" estão no necrotério. Abalado com a notícia e intrigado pelo termo usado pelo policial, Alex parte imediatamente para acabar descobrindo que sua sobrinha morreu de forma violenta e cruel. E ainda, que Caroline estava se prostituindo. 

Cross começa sua investigação determinado a encontrar o monstro que teria feito aquilo, mas descobre que o assassinato não é um acontecimento isolado, pois outras garotas também desapareceram misteriosamente. Um nome surge: Zeus. Um frequentador de um clube privado que é o principal suspeito, embora ninguém conheça sua verdadeira identidade, apenas que se trata de uma pessoa poderosa.

Para piorar o cenário, pessoas importantes da política podem estar envolvidas, o que faz com que a investigação seja repleta de informações protegidas e ameaças, aumentando ainda mais o mistério.

A narrativa de Patterson é simples e envolvente. Logo na primeiras páginas você já é fisgado pelo mistério que envolve a morte das jovens e passa a montar suas hipóteses. Quando a Casa Branca dá atenção ao caso, ficamos ainda mais intrigados.

Em meio a toda a investigação, Alex ainda tem que lidar com um sério problema de saúde de Nana, a avó que o criou e que ele tem como sua fortaleza. Extremamente afetado pelos acontecimentos, Alex conta com ajuda da namorada e também detetive Brianna.

Todo o mistério gira em torno da identidade de Zeus. Patterson caprichou na crueldade das ações de Zeus, nos detalhes das mortes e na forma como se livram dos corpos. Lembra o que eu disse lá no começo? Os restos de Caroline... Então, chega a dar arrepios de imaginar a cena! 

Posso afirmar que Eu, Alex Cross é uma leitura sensacional e que você vai devorar o livro rapidinho, pois será impossível larga-lo antes de descobrir quem é o poderoso e monstruoso Zeus.

Como eu não li os livros anteriores, eu pouco sei sobre a história de Alex, seus dois filhos, Nana e a namorada. Fiquei curiosa para conhecer sua trajetória e fui pesquisar um pouco. A série Alex Cross tem por volta de vinte livros lançados nos Estados Unidos, mas nem todos vieram para cá. A Editora Arqueiro tem hoje seis livros listados em seu catálogo:



Encontrei dois filmes baseados nos primeiros livros da série, estrelados por Morgan Freeman no papel do detetive:

Em Na Teia da Aranha (2001), Cross investiga o sequestro da filha de um político. Veja o trailler.

Em Beijos que Matam (1997), o detetive investiga o desaparecimento de uma outra sobrinha, que foi sequestrada por um maníaco que mantém jovens reféns e depois as mata. Nesse filme, Freeman divide a cena com Ashley Judd. Veja o trailler.

Ambos os filmes estão disponíveis no Netflix e em versões para assistir on line da internet.

Já leu alguns dos livros da série? Vem me contar!

20 de out. de 2014

Resenha: 5º Cavaleiro

Título: 5º Cavaleiro
Autor: James Patterson e Maxine Paetro
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
Pág.: 224
ISBN: 978-85-8041-034-1

SINOPSE:
Um assassino brinca de Deus.
Quando a tenente Lindsay Boxer fica sabendo que 20 pacientes prestes a receber alta morreram de forma suspeita no conceituado Hospital Municipal de São Francisco, ela desconfia de que há algo errado. Será mera coincidência? 
Ou alguém anda tirando a vida de inocentes? 

O maior julgamento de São Francisco Inconformados, os familiares das vítimas resolvem processar o hospital por negligência médica. Enquanto a cidade se prepara para um dos mais aguardados julgamentos de sua história, Lindsay e suas amigas do Clube das Mulheres contra o Crime têm um motivo pessoal para investigar o caso. 
Não há tempo a perder 
A nova integrante do grupo, Yuki Castellano, teme que sua mãe, internada na UTI do centro médico, não saia de lá com vida. Numa corrida contra o tempo, Lindsay e Yuki percebem que não são bem-vindas pela diretoria do hospital, que pode estar tentando salvar sua própria reputação.



Como eu gostei muito de  4 de julho, já emendei a leitura de 5º Cavaleiro. Gostei também. 
Nesse livro temos dois mistérios que vão sendo apresentados alternadamente. Um grande julgamento está rolando envolvendo o maior hospital de São Francisco e 20 famílias que acusam o hospital de negligência, levando a morte de pessoas que estavam próximas a terem alta. Esse julgamento tem a atenção especial de uma das integrantes do Clube das Mulheres contra o crime, Cindy Thomas. Como jornalista, ela está acompanhando as sessões no tribunal. A advogada Yuri, que defendeu Lindsay em um processo em 4 de julho, passa a fazer parte do grupo de amigas e seu interesse no julgamento é despertado quando sua mãe é internada no mesmo hospital e atendida por um dos médicos citados no processo. Relacionadas ao drama do hospital, são apresentadas ao leitor as ações de um personagem misterioso, o Notívago. Essas ações despertam na tenente Lindsay a suspeita de que o Hospital Municipal de São Francisco não é negligente como afirma a advogada de acusação e sim que estão ocorrendo homicídios por algum membro da equipe médica.

Enquanto isso, a tenente Lindsay também investiga a morte de uma jovem encontrada em um carro de luxo, vestida com roupas de marcas e sinais de morte por estrangulamento. Tudo indica ser obra de um serial killer, ou pior, dois! Um crime difícil de solucionar, sem pista alguma, nem o nome da vítima. 

A tenente demonstra a mesma determinação vista na história anterior e sua amizade e cumplicidade com as amigas é marcante. Ela tem uma relação com Joe, um namorado que faz aparições eventuais na história. Ainda não entendi qual é a dele. Se é só um personagem para ambientar o leitor na vida pessoal da policial ou se ao longo da série ele terá uma participação importante.

Em 5º Cavaleiro é maior o envolvimento das integrantes do Clube nas investigações, ao contrário do volume anterior.

Quanto aos mistérios, eles vão se desenrolando com novas vítimas e descobertas. O leitor vai acompanhando, mas não há uma riqueza de detalhes ou informações que nos ajudam a desvendar os mistérios junto com os personagens. 
Eu gosto de histórias de tribunais e me diverti com as colocações dos advogados e as reviravoltas no caso. Quanto ao desfecho, acho que poderia ter sido melhor construído, mas surpreendeu.

A série Clube das Mulheres contra o Crime, desde o volume 4, está sendo lançada no Brasil pela Editora Arqueiro.  

Os três primeiros volumes da série foram lançados pela Rocco:


Eu gostei mais das capas da Arqueiro. E você?

15 de out. de 2014

Resenha: 4 de julho

Título: 4 de julho
Autores: James Patterson e Maxine Paetro
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
Pág.: 224
ISBN: 978-85-8041-020-4

SINOPSE:

Lindsay Boxer é uma policial exemplar. Chefe do Departamento de Homicídios da Polícia de São Francisco, a tenente recebeu várias medalhas e menções honrosas durante seus 10 anos de serviço.
Ao fim de um cansativo dia de trabalho, Lindsay se encontra com Claire Washburn e Cindy Thomas num bar. As três amigas compõem o Clube das Mulheres contra o Crime, grupo que tenta solucionar os casos ocorridos na cidade.
Após alguns drinques, a tenente recebe uma ligação do inspetor Warren Jacobi. Ele acaba de localizar um veículo suspeito, visto na cena de um crime. Em poucos minutos Lindsay está no carro de Jacobi, cruzando a cidade na cola de um Mercedes preto.
Depois de uma longa perseguição, a abordagem policial acaba fugindo do controle. Os dois adolescentes que estavam no carro reagem, descarregando suas armas contra a dupla de policiais. A tenente atira em legítima defesa, mas o resultado é uma menina morta e um garoto tetraplégico. 
Lindsay é acusada, entre outras coisas, de má conduta profissional e se vê num lugar que nunca imaginaria ocupar: o banco dos réus. Será o fim do Clube das Mulheres contra o Crime? A jovem advogada Yuki Castellano conseguirá provar a inocência da tenente? Enquanto aguarda o julgamento, Lindsay decide passar uma temporada em Half Moon Bay. Mas a pacata cidade vem sendo palco de crimes brutais e a polícia parece não fazer nada. Mesmo de licença e fora de sua jurisdição, a tenente resolve investigar os assassinatos, com a ajuda de Claire e Cindy. Para sua surpresa, ela encontra ligações entre aquelas mortes e um caso ocorrido 10 anos antes, que ainda é uma mancha em sua carreira.

Este foi o segundo livro de James Patterson que eu li, o primeiro foi Os assassinos do cartão-postal que eu gostei muito. 4 de julho pertence a série Clube das Mulheres contra o crime. Como eu não li os três primeiros, fiquei um pouco perdida com a origem do tal "clube". Mas acredito que foi só esse o prejuízo na leitura por não ter lido o inicio da série.

4 de julho parte de um drama profissional e pessoal da tenente Lindsay Boxer. Ao perseguir um carro suspeito, os dois ocupantes do veículo sofrem um acidente e por um erro de avaliação da tenente e seu parceiro, eles tem a oportunidade de atirar nos policiais. Ao se defender, Lindsay mata um e fere o outro. O maior problema? A garota tinha 13 anos e seu irmão 15! Enquanto aguarda o processo judicial que a família dos adolescentes move contra ela, a tenente se refugia na casa da irmã em Half Moon Bay. O que deveria ser umas férias, acaba com Lindsay envolvida na investigação de uma série de crimes que estão apavorando os moradores da cidade.

4 de julho foi uma leitura gostosa e rápida. Na quarta capa tem a frase "As páginas viram sozinhas" e James Patterson para mim é assim mesmo. Sabe aquele livro que você tem que ver o que vai acontecer na sequência? É assim. 
No começo foi um  pouco mais lento, mas depois que engrenou foi difícil de largar. A trama é bem construída, os mistérios vão nos intrigando e os personagens são interessantes. 
Ahh... voltando ao Clube das Mulheres contra o crime, pelo menos nesse livro não vi uma atuação marcante das companheiras de Lindsay. A policial é quem está a frente de toda a trama e suas amigas fazem aparições sutis.

Recomendo! Agora vou partir para o próximo: 5º Cavalheiro

23 de jun. de 2014

Resenha: OS ASSASSINOS DO CARTÃO-POSTAL

Título: Os Assassinos do Cartão-Postal
Autor: James Patterson e Liza Marklund
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Pág.: 304
ISBN: 978-85-8041-271-0


SINOPSE:
Emily e Clive Spencer são felizes e recém-casados, curtindo a lua de mel em Paris, onde fizram dois novos amigos: Sylvia e Mac Rudolph. Eles são divertidos, sexy e muito interessantes. Tanto que um convite para o quarto deles parece uma promessa inquestionável de uma noite louca e perfeita.
Porém Emily e Clive estão prestes a ser assassinados.
Enquanto isso, em Berlim, Jacob Kanon, um detetive da divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York, bebe vinho em seu quarto de hotel, analisando minuciosamente alguns cartões-postais. Embora pareçam inocentes, eles contêm mensagens enviadas por assassinos em série que andam atacando em toda a Europa, degolando jovens casais. Angustiado, Jacob persegue os criminosos de maneira obsessiva, dedicando cada minuto de sua vida à prisão dos monstros que mataram sua filha.
A quilômetros dali, em Estocolmo, a jornalista Dessie Larsson sofre em mais um dia de trabalho. Avessa à fama e ao sucesso, quer apenas levar sua vida em paz, escrever boas histórias, se recuperar do fim de um relacionamento e finalizar sua tese de doutorado.
Mas ela acaba de receber um cartão-postal...

Eu ainda não tinha lido nada de Patterson, mas este livro me chamou a atenção quando foi lançado... e não decepcionou!
É um romance policial que foge do tradicional mistério "quem é o assassino?". Desde o início já sabemos quem são os autores dos crimes que estão assombrando a Europa. O suspense fica por conta de sabermos como serão capturados, quais suas motivações e o que acontecerá com eles. 
A trama se passa na Europa, onde jovens casais turistas são encontrados mortos, com a garganta cortada em quartos de hotéis. A polícia das cidades ondem ocorreram o crime não tiveram sucesso nas investigações. Aparentemente, as vítimas são escolhidas ao acaso, sem qualquer relação afetiva entre elas e os assassinos. Um detalhe chama a atenção dos investigadores: antes de cada crime ser descoberto, um jornalista local recebeu um cartão-postal de um ponto turístico ou rua da cidade com uma simples frase: 

"Ser ou não ser
Em (nome da cidade)
Eis a questão
Entraremos em contato"

Não demora para que os criminosos sejam apelidados de Assassinos do Cartão-Postal. Eles são sedutores, atraentes e envolvem as vítimas de uma maneira tão natural que você com certeza vai pensar duas vezes antes de conversar com estranhos...kkk. 
Em Estocolmo, quem recebe o cartão é a jornalista Dessie Larsson, que de repente se vê envolvida no caso, mais do que seu jeito discreto de ser gostaria. Ao receber o cartão-postal, Dessie atrai a atenção do policial americano Jacob Kanon. Um  homem que age por obsessão, desprovido de amor-próprio desde que a filha foi encontrada morta em um hotel de Roma ao lado do marido. Para Larsson ninguém dá a devida atenção ao caso e ele não descansará até que os assassinos de sua filha sejam presos. 

"-Você tem a aparência e o cheiro de um depósito de lixo. Além disso, não tem nenhuma autoridade sobre a polícia sueca. Você está só perseguindo esses assassino. Desculpe, mas isso parece um pouco... obsessivo.
Ele ajeitou o cabelo para trás e fechou os olhos.
Obsessivo? Ele esta obsessivo? Claro que estava.
Jacob visualizou a Polaroid, as mãos do casal, os dedos lindos que quase se tocavam. O sangue que tinha escorrido pelos seus braços e se aglomerado ao redor das unhas.
- Eu te amo, pai! Vejo você no Ano-Novo!
Ele abriu os olhos e a encarou.
- Eles mataram minha filha em Roma - explicou - Cortaram a garganta de Kimmy e Steven em um quarto de hotel em Trastevere. Então, sim, estou obsessivo. E eu vou persegui-los até o inferno congelar."

A história é dividida em 140 curtos capítulos, deixando a leitura dinâmica e eu gostei muito do estilo de narrativa deste autor. Narrada na terceira pessoa, a história nos leva do universo da polícia para o universo dos assassinos, além de apresentar dramas paralelos da vida pessoal de alguns envolvidos e referências a algumas obras de arte.
É o tipo de livro que você "devora" rapidamente, pois se torna impossível abandoná-lo na sequência de acontecimentos e revelações.
O final pode até ser previsível, mas o desenrolar da trama é tão envolvente que você não perde o ritmo da leitura em nenhum momento.
É um estilo de livro que eu gosto e agora fiquei curiosa para ler outros títulos do autor.