29 de set de 2017

Resenha: A pequena pianista


A pequena Pianista

Jane Hawking
2017, Única

SINOPSE
Uma vez sentada diante do piano, Ruth se aplicava de coração ao instrumento e à música, esquecendo as reservas inconscientes que pudesse ter sentido.
Ruth nasceu em uma Londres ainda muito marcada pelo fim recente da Segunda Guerra Mundial. Uma criança observadora e pensativa que se vê diante de um mundo adulto confuso, misterioso e de histórias incompletas. Seu maior refúgio está nas lembranças de um tempo mais simples, quando visitava seus avós em Norhambury. À medida que se aproxima da própria adolescência, Ruth descobre a motivação para perseguir o seu sonho de se tornar uma pianista renomada, ao mesmo tempo que se depara com os segredos de sua família ao longo do caminho.
A pequena pianista é um romance sobre a natureza imprevisível do comportamento humano e sobre assumir o controle do próprio destino, apesar dos desafios. Uma história sobre diferentes tipos de amor entre pais, avós e crianças, entre jovens descobrindo a primeira paixão e, acima de tudo, o amor pela música.
É hora de fechar a porta do passado e dar uma chance ao futuro.
Pensem em um livro lindo, profundo e encantador. É esse!
A pequena pianista é uma grande história (literalmente, o livro tem 464 páginas!) sobre a pequena Ruth, uma menina que nasceu em uma Londres ainda muito afetada pelo fim recente da Segunda Guerra Mundial.

A autora é a Jane Hawking, a mesma de A teoria de tudo, cuja adaptação para o cinema rendeu o Oscar de melhor ator ao Eddie Redmayne.

Voltando para história, Ruth é filha de John (a quem ela chama de Papai) e de Shirley, com quem tem uma relação extremamente distante e cheia de mistérios.
Desde criança, Ruth viu seus pais discutindo sobre assuntos que ela não entendia e que ninguém se importava em explicar e, por isso, cresceu com muita dificuldade de se conectar com a mãe, com a casa e com o mundo no qual vive.
Os seus dias felizes, e que lhe renderam as melhores memórias, foram quando ela visitava os avós em Norhambury, Nan e Vovô. A casa dos avós é o único lugar no qual Ruth podia ser ela mesma e ser querida e amada incondicionalmente por isso. E também foi lá que ela aprendeu a tocar piano, graças a influência de uma tia falecida que ninguém quer falar a respeito, por mais que Ruth sinta-se fascinada por ela.
A paixão pelo piano e pela música cresce muito rápido dentro de Ruth, e o talento também! Mas, como muitas coisas em sua vida, ela não pode compartilhar esse dom com os pais. Com isso, passa por muitas coisas pra conseguir praticar e deixar aflorar esse dom.

Na quarta capa do livro está escrito que é uma história sobre "a natureza imprevisível sobre o comportamento humano e sobre assumir o controle do próprio destino", e essa frase não poderia descreve melhor.
Todas as páginas são repletas questões sobre relações familiares, amor, segredos, mistérios e dúvidas.

E o que eu mais gostei: a autora deixa a história bem aberta, permite muitas interpretações dependendo de cada leitor. E até no final, ainda ficam muitos pontos duvidosos... Será que vem um outro livro por aí? Espero que sim!

Sobre a parte gráfica do livro, sou suspeita para falar, mas está linda (e dá para perceber isso só de ver a capa, né?).

Recomendo muito participar da escrita impecável de Jane Hawking!