27 de nov de 2018

Resenha: Mythos

MYTHOS
As melhores histórias de heróis, deuses e titãs


Stephen Fry
Minotauro, 2018

SINOPSE:

Ninguém é capaz de amar e brigar, desejar e iludir com tanta ousadia e brilho quanto os deuses e as deusas da mitologia grega. Rabiscando suas histórias maravilhosas pelos céus, eles no fundo são como nós... só muito mais intensos e poderosos.


Entre muitos outros episódios, nestas páginas estão:
• o nascimento de Afrodite (depois de um péssimo dia na vida do titã Urano);
• a incrível jornada de Perséfone aos reinos sombrios de Hades;
• o crime hediondo e o terrível castigo eterno de Prometeu;
• as consequências da curiosidade de Pandora, incapaz de manter fechado seu jarro repleto de tormentos.
Os deuses gregos representam o que há de bom e mau em todos nós. Pelas mãos de Stephen Fry, neste livro inteligente, engraçado e, acima de tudo, divertido, eles nos revelarão quem somos de verdade.

Mitologia? A-d-o-r-o! 
Então imagina se tive dúvidas quando vi esse livro? Mythos foi escrito pelo ator e comediante britânico Stephen Fry, um apaixonado por mitologia. Nesse livro você vai encontrar as melhores histórias contadas de um jeito diferente, regada com um toque especial de humor. É impossível não gostar. 

E para quem está iniciando no tema, não se assuste: a narrativa tem início lá no comecinho de tudo, com o Caos, a Primeira Ordem, a Segunda Ordam, os Titãs (desses, com certeza, você já ouviu falar). O nascimento dos Olimpianos... e a criação dos brinquedinhos de Zeus, nós humanos! Tem Zeus, Apolo, Artemis Afrodite, Atena, Hades, Ares, Hermes e muito mais. Tudo contado de maneira simples e fascinante. 

Para quem já esta familiarizado com assunto, Mythos é uma um jeito divertido de rever os mais marcantes mitos, com referências a personagens contemporâneos (até Percy Jackson é lembrado), a mitologia romana e notas de rodapé realmente esclarecedoras e fundamentais para um entendimento mais amplo. 

Mythos é uma uma indicação de leitura que faço com muito prazer! 

1 de nov de 2018

Resenha: Expert em vinhos em 24 horas

Expert em vinhos em 24 horas
Jancis Robinson
2018, Planeta

SINOPSE:

Autora de várias “bíblias” sobre o tema, Jancis Robinson explica de forma didática e prática como escolher um bom vinho. Sugere maneiras de fazer uma degustação com os amigos – afinal, a melhor maneira de curtir uma bela garrafa é na companhia de quem se gosta. Jancis dá 10 dicas para escolher a garrafa certa, quanto deve-se pagar por cada uma e como combinar vinho e comida. A edição brasileira inclui um posfácio do sommelier do Grupo Fasano, Manoel Beato, que conta a história do vinho no Brasil e aponta os melhores exemplares nacionais.

Essa é uma resenha diferente, não é sobre um grande romance ou um intrigante mistério policial... é sobre VINHOS! Isso mesmo, a mais respeitada crítica de vinhos do mundo escreveu um guia para os amantes da bebida e principalmente, para aqueles que estão começando a mergulhar nesse universo rico de sabores e aromas!

Expert em vinhos em 24 horas! É possível? Parece aqueles títulos sensacionalistas para fisgar o leitor, não é? Não nesse caso. O livro da Jancis Robinson pode até não te tornar um super especialista no assunto, mas vai abrir esse caminho com informações relevantes e dicas, muitas dicas. E é bem completo. 

Desde a explicação do processo de fabricação dos vinhos, diferença entre tinto, branco e rosé e escolha da garrafa, passando pelos diversos tipos das uvas mais cultivadas no mundo, tempo de guarda, acessórios até dicas de rótulos dos mais variados preços para você testar seus conhecimentos e seu paladar. 

São 160 páginas de informações claras e que, com certeza, mudarão sua forma de degustar a próxima garrafa.


26 de out de 2018

Resenha: As filhas do Capitão

As filhas do Capitão
Maria Dueñas

Planeta, 2018
SINOPSE
Nova York, 1936. A pequena taberna El Capitán é inaugurada na rua Catorze, um dos redutos da colônia espanhola que então reside na cidade. A morte acidental de seu proprietário, o inconsequente Emilio Arenas, força suas indomáveis filhas a tomarem conta do negócio, enquanto nos tribunais é negociado o pagamento de uma promissora indenização.

Abatidas e atormentadas pela necessidade urgente de sobrevivência, as temperamentais Victoria, Mona e Luz Arenas irão trilhar seus caminhos entre arranha-céus, compatriotas espanhóis, adversidades e amores, determinadas a transformar um sonho em realidade.

De leitura ágil, envolvente e tocante, As filhas do capitão acompanha a história dessas três jovens forçadas a atravessar um oceano, se estabelecer em uma deslumbrante cidade e lutar para encontrar seu caminho. Uma homenagem às mulheres que resistem quando os ventos sopram em sentido contrário e a todos os que viveram – e vivem – a aventura, muitas vezes épica e quase sempre incerta, da emigração.

As Filhas do Capitão é o quarto livro escrito pela espanhola Maria Dueñas e publicado no Brasil pela Editora Planeta. O mais famoso deles é O Tempo entre costuras que foi adaptado para a televisão e está disponível na NETFLIX. Mas vamos falar de seu último romance, lançado recentemente no Brasil: a história de três jovens espanholas que emigram para os Estados Unidos contra a sua vontade.

Victoria, Mona e Luz Arenas, as filhas do capitão. Espanholas e com uma criação humilde, as jovens são forçadas a emigrarem para os Estados Unidos nos anos 30 quando seu pai resolve se estabelecer em Nova York. Criadas pela mãe devido a frequente ausência do pai, elas chegam à Nova York contrariadas e dispostas a voltar para seu país na primeira oportunidade. Não se importam em aprender a língua local e nem se inteirar dos costumes ou conhecer a cidade. Sua mãe, uma pessoa rígida, amargurada pela vida, aceita o destino imposto pelo marido e o apoia na abertura de um singelo restaurante chamado El Capitan (daí que surge o apelido de Capitão do pai das jovens).

Tudo muda quando o pai morre precocemente em um acidente no porto e as quatro, de repente, estão sozinhas e cheias de dívidas. Apesar da companhia marítima oferecer uma indenização pelo acidente, a família Arenas decide ficar na cidade e tentar uma indenização maior para voltarem a seu país e poderem tocar a vida. E é nesse ponto que a história dá seu grande destaque à vida e personalidade de cada uma das Arenas. Jovens belas e totalmente ignorantes sobre a vida, principalmente naquele país estranho, com uma língua que não compreendem.

A autora criou um cenário perfeito para mostrar aos leitores a vida dos imigrantes espanhóis daquela época. Encontramos durante a leitura, diversos personagens que compõem a colônia espanhola, com seus valores e orgulho da cultura de sua pátria. 

As Arenas até então inseparáveis, começam a trilhar caminhos diversos empurradas pela necessidade financeira e o desejo de retornar. As jovens surpreendem por sua força, principalmente Mona, a Arenas do meio, que muitas vezes toma a frente das situações e orienta as irmãs nas decisões importantes. 

Gostei muito da leitura e da construção dos personagens. Foram descritos na medida certa e com atitudes coerentes para o perfil criado. As filhas do Capitão mostra além das dificuldades dos imigrantes, a capacidade feminina de superar as mais doloridas dificuldades e agressões. A capacidade de ir pra frente contra tudo, aceitar alguns momentos em que a luta não está a seu favor e buscar um novo caminho na primeira oportunidade. Mulheres de 1930, mas nem tanto...

Quer saber mais sobre a escritora? Assista essa Entrevista com a escritora com cinco perguntinhas sobre o livro. Para ler um trecho do livro gratuitamente, clique aqui

E esses são os primeiros livros escritos por ela: