19 de nov de 2017

Resenha: Origem

Origem
Dan Brown
Arqueiro, 2017

Sinopse:
Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”. 
O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.
Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch… e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

De onde viemos? Para onde vamos?
Essas são as duas perguntas que a humanidade tem feito e que o futurólo Kirsch promete responder em uma apresentação virtual bombástica que vai abalar a fé e as estruturas das religiões em escala mundial. Esse é cenário do novo e polêmico livro de Dan Brown.

Como sempre, Dan Brown gosta de abordar assuntos polêmicos, sempre dando sua cutucatinha na igreja. Dessa vez, não seria diferente. 

"Você prefere viver em um mundo sem religião ou sem tecnologia?"

Essa é uma das provocações de Brown faz em seu livro que trás novamente o professor Robert Langdon como protagonista. Langdon estava no lugar errado, na hora errada... ou seria no lugar certo, na hora certa? Bom, como sempre acontece com ele, tudo vai bem até que ele se vê em meio a uma perigosa perseguição, correndo contra o tempo para desvendar mistérios e charadas e salvar o mundo. Seguindo a fórmula já conhecida do autor, Langdon conta com a ajuda de um jovem e bela mulher, neste cado a futura Rainha Consorte da Espanha, Ambra Vidal. 

Inicialmente ambientada em Bilbao, no moderno Museu Guggenheim, a trama guia o leitor para a fascinante cidade espanhola Barcelona, com sua rica arquitetura e as obras de Antoni Gaudí. 

Durante toda a história o leitor fica se perguntando qual seria essa grande descoberta de Kirsch, mas quando o mistério enfim se revela, eu não achei tão impactante assim! O livro tem um bom ritmo... um pouco mais lento no início, mas vai se tornando mais intenso com o passar das horas e as descobertas de novas pistas. 

Tem um personagem que é bem inquietante e que provoca reflexões de onde podemos chegar (e se devemos chegar) com o avanço da inteligência artificial. Winston foi para mim o personagem mais interessante do livro.

Se é o melhor de Dan Brown?  Na minha opinião, não! O tema é ótimo, é questionador e inquietante, mas para quem já leu as outras obras do ator, fica a sensação de saber como as coisas vão acontecer, como vai se desenrolar. Acaba sendo o mesmo roteiro com outra temática.

Ahh, é impossível ler Origem sem dar ao personagem Langdon o rosto de Tom Hanks! 





11 de nov de 2017

Sorteio: Estopinha, a "autobiografia" da vira-lata mais amada do Brasil


Estopinha, a vira-lata mais famosa e amada do Brasil lançou sua biografia, contando como passou de cãozinha abandonada para a blogueira, atriz e filha amada da família Rossi.

Com 3 milhões de seguidores nas redes sociais, Estopinha diverte e informa os "tios", como ela chama os humanos que a acompanham, sempre com postagens divertidas e um jeitinho especial de "falar". É impossível não amar essa fofa!

Para comemorar nosso amor pelo cães e também tietar um pouquinho essa estrela querida, vamos sortear um exemplar do seu livro, oferecido pela Editora Planeta. 

É super fácil participar, basta residir no Brasil e seguir esses passos bem simples:

1. Curtir e compartilhar em modo público o post do sorteio, marcando dois amigos (Muito importante, não esqueça): encontre o post aqui.

2. Acessar o Yes Ganhei e confirmar sua participação: confirme aqui.

Se gostou da promoção e quer ficar por dentro das novidades, curta também:

-A página da Estante da Ana no facebook: clique aqui


- A página da Editora Planeta no facebook: clique aqui

O sorteiro será realizado no dia 15/12/2017

Atenção: Somente estará apto a receber o prêmio quem cumprir as duas etapas. Caso o sorteado não tenha cumprido uma das etapas, será imediatamente desclassificado e será realizado novo sorteio.

O vencedor será divulgado no blog e na página da Estante da Ana no facebook. Ele terá 5 dias para entrar em contato e informar seus dados para envio do prêmio. 
A Estante da Ana terá o prazo de 30 (trinta) dias para enviar o prêmio para o endereço informado.

O livro a ser sorteado é uma cortesia da Editora Planeta, mas a responsabilidade do envio ao vencedor é única e exclusiva do blog Estante da Ana, não tendo a editora qualquer responsabilidade no sorteio.

2 de nov de 2017

Resenha: A eternidade numa hora

A  eternidade numa hora
Rubem Alves
2017, Planeta

Sinopse:
Coletânea de três outros livros de Rubem Alves, todos inspirados na poesia do inglês William Blake, A eternidade numa hora reúne crônicas que permitirão ao leitor o mais profundo contato com o que a prosa desse grande escritor brasileiro revela.

Com Um mundo num grão de areia, O céu numa flor silvestre e O infinito na palma da sua mão reunidos em uma única edição, será possível compreender o quão sublime e magnífico é o mundo, a riqueza e infinitude do universo humano e toda a beleza divina - manifestada nas artes, na natureza e nas descobertas humanas. Estes são os temas das crônicas aqui reunidas.

Tocar o infinito, viajar pelo mundo irrevelado que habita cada ser humano como um minúsculo grão de areia e contemplar a beleza que as palavras de Rubem Alves capturam. Seu olhar certamente está transformado ao final da leitura desse livro.

Vou começar a falando que essa capa foi encanto a primeira vista... olha pra ela... estou certa ou não? 

Como essa linda edição contempla três obras do autor, vou falar um pouco sobre cada uma delas separadamente, ok? O que mais me tocou em cada um deles.


Um mundo num grão de areia
O ser humano e seu universo

Amor, mãe, morte, medo, drogas, pai, bagunça... esses são alguns dos temas abordados em Um mundo num grão de areia. Textos curtos, mas que provocam uma reflexão imensa no leitor. Vou falar de um em especial que me tocou demais: O pai.


"Era isso que eu queria ser. Eu queria ser ninho para os meus filhos pequenos. Queria que meu corpo fosse um ninho-penugem que os protegesse, um ninho que balança mansamente no galho de uma árvore ao ritmo de uma canção de ninar...".

É incrível como poucas palavras podem resumir tão bem o sentimento de pais ao olhar o filho pequeno, indefeso. E é isso que Rubem Alves fez tão bem em O pai. Transformou em palavras o amor protetor dos pais. A insegurança e pavor que nos acomete durante a adolescência quando os filhos começam a bater suas asas fora do ninho. Seguida do alívio ao ouvir a porta bater na madrugada, sabendo que o filhote retornou. 
E o medo maior: a solidão do ninho não ser mais ninho.

"Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção no ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. 
Sei que é inevitável que eles voem em todas as  direções como andorinhas adoidadas.
Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira...
Mas, o que eu queria mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo..."


O infinito na palma da sua mão
O sonho divino ao nosso alcance

No segundo livro que compõe essa edição, um dos textos que mais me chamou a atenção foi Minha herança, onde Rubem Alves nos fala sobre o que de mais valioso podemos deixar aos nossos herdeiros. Uma reflexão sobre o que realmente importa na vida. Simples, mas podemos passar pela vida sem nos dar conta disso.

"Eu quero deixar um pedaço de mim. Pedaços de mim são as coisas que eu amo. Tenho imóveis, um carro e alguns investimentos. Mas não sinto alegria alguma ao pensar nessas coisas. Elas não fazem parte de mim. 
Desejo deixar pedaços da minha alma para os meus herdeiros. E a minha alma é feita de poesia e música.
Preciso fazer um índice dos meus poemas favoritos, para que meus herdeiros possam encontrá-los. Eles saberão que, ao ler os poemas que amo, estarão comigo".

Sobre deuses e rezas também tocou em um ponto delicado das devoções. Será que quem sempre fala de Deus é quem realmente está mais próximo Dele? Veja a reflexão que o autor nos trás:

"Pois Deus é como o ar. Quando a gente está em boas relações com ele, não é preciso falar. Mas quando a gente está atacada de asma, então é preciso ficar gritando por Deus Do jeito como o asmático invoca o ar. Quem fala com Deus o tempo todo é asmático espiritual. E é por isso que anda sempre com Deus engarrafado em Bíblia e noutros livros e coisas de função parecida. Só que o vento não pode ser engarrafado..."


Um céu numa flor silvestre
A beleza em todas as coisas.

No último livro, Rubem Alves nos fala sobre as belezas das mais diversas formas: a beleza revelada pelo divino, a beleza das artes, da natureza e as que o Homem cria e descobre. Me chamou a atenção outro texto sobre Deus, Esquecer para lembrar em que ele nos compara com uma casa antiga que foi pintada diversas vezes, sendo uma tinta coberta por uma nova até que o parede original fica total encoberta. Assim seria nossa relação com muitas coisas no mundo, inclusive Deus.

"Ao nascermos, somos pinho-de-riga puro. Mas logo começam as demãos de tinta. Cada um pinta sobre nós a cor de sua preferência. Todos são pintores: pais, avós, professores, padres, pastores. Ate que o nosso corpo desaparece. Claro, não é com tinta e pincel, é com a fala. A tinta são as palavras. Falam, as palavras grudam no corpo, entram na carne. Ao fim, nosso corpo está coberto de tatuagens, da cabeça aos pés. Educados. Quem somos?"

"Nossos olhos, espelhos, através dos anos, foram sendo cobertos com as pinturas que os religiosos diziam ser imagens do rosto divino. E o espelho deixou de ser espelho. Agora olhamos bem para ele e o que vemos não é o rosto de Deus, mas as palavras que os homens escreveram sobre ele: caricatura grotesca, que não é possível amar. 
É preciso restaurar o espelho (...)".

A eternidade numa hora foi para mim uma leitura diferente do que estou acostumada. Uma pausa, muito bem-vinda, entre romances, suspenses policiais e os demais livros que me atraem naturalmente. E foi uma leitura gostosa, leve, apesar dos temas abordados. Alguns textos promovem uma reflexão maior, outros menos, mas em sua maioria são interessantes pensamentos. Um livro para ter na sua estante e retornar a ele sempre que quiser. 
Com certeza, uma leitura que vale a pena! 

31 de out de 2017

Comprei uma caixa da Tag Literária!

Dois meses atrás (sim, estou muito atrasada) eu realizei uma vontade: comprei uma caixa da Tag Literária! 
Para quem não conhece ainda, acesse o site: https://taglivros.com.
Resumindo: é um clube de leitura por assinatura, com edições especiais e brindes. Acompanho o trabalho deles há muito tempo e sou muito fã. Cada edição é impecável e uma verdadeira experiência de leitura.
O que me fez, finalmente, assinar o clube foi que a edição de julho foi um livro exclusivo, em homenagem ao aniversário de 3 anos da Tag.

Na verdade, foi essa descrição no site deles que definiu minha compra:
"O escritor Luiz Ruffato foi o responsável por desafiar 10 grandes autores de língua portuguesa a selecionarem um conto clássico e escreverem sua própria releitura. A coletânea, intitulada Uns e outros, contém tanto os dez contos clássicos escolhidos quanto suas releituras inéditas.
Na organização da coletânea: Luiz Ruffato e Helena Terra. Os autores desafiados: Ivana Arruda Leite, Luiz Antonio de Assis Brasil, Beatriz Bracher, Milton Hatoum, Eliane Brum, Paulo Lins, Ana Maria Gonçalves, José Luis Peixoto, Maria Valéria Rezende e Cristovão Tezza."

A experiência começa abrindo a caixa, que é toda estampada por dentro e por fora, e dentro dela:

Uma carta sobre os 3 anos da Tag
Um manual do usuário com o especial de "como ler este livro"
Um manual do usuário com o especial de "como ler este livro
Imãs de geladeira com várias palavras para que possamos fazer a nossa própria releitura de um poema
Um box maravilhoso com o livro e com a revista

Ainda não conseguir ler o livro, mas a edição está simplesmente maravilhosa: capa dura, com relevo, projeto gráfico lindo e acabamento impecável.





E a revista é toda colorida, com fotos e extremamente bem diagramada!

Adorei a experiência e estou louca para encaixar essa leitura na minha listinha (interminável) de livros para ler!

21 de out de 2017

Resenha: O medo mais profundo

O medo mais profundo
Harlan Coben
2016, Arqueiro

Sinopse:

Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing.

Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto.
Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça.

Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

Eu já li alguns livros de Coben, e gostei de todos, mas esse foi o primeiro com o protagonista Myron Bolitar. Então, não conheço a história do personagem até chegar em "O medo mais profundo" mas isso não atrapalhou em nada minha leitura. Pelo contrário, me deixou curiosa para ler os outros livros que o trazem como protagonista.

Myron é um agente esportivo que teve sua carreira de sucesso no basquete universitário americano interrompida por uma grave lesão durante um jogo. Lesão que ele acredita que foi "encomendada" por seu rival, Greg, ex-marido e pai dos dois filhos de Emily Downing.

Emily foi namorada de Myron, mas depois que se casou com Greg, não teve mais contato com ex-namorado, ,reaparecendo agora na vida dele com uma bomba: seu filho Jeremy está doente e morrerá caso não encontre um doador de medula. Um possível doador sumiu do mapa e ela precisa da ajuda de Myron para encontrar essa pessoa. E seu argumento para conseguir a ajuda do ex-namorado é perfeito: ele é o verdadeiro pai de Jeremy. 

Bom, está ai o pano de fundo desse romance policial. Já dá para imaginar a motivação que Myron teve para buscar o doador e não se intimidou quando a história foi ficando mais complicada com o envolvimento de pessoas influentes, perigosas e casos nunca resolvidos pelo FBI. 

Gostei muito do personagem principal. Mesmo não sendo sua primeira aparição, o autor oferece as informações necessárias para entendermos sua personalidade, seu carater, suas paixões. 

A trama segue em constante evolução, não tendo nenhum daqueles momentos estagnados que desmotivam a leitura. Por isso você sente que as páginas vão virando sozinhas sem você conseguir pausar a leitura. 

O final não chegou a ser óbvio, nem surpreendente, mas foi um excelente exercício de quebra-cabeça, de reflexão dos fatos para se chegar a conclusão final. 

Recomendo mais esse livro de Harlan Coben! Só a capa que eu não curti...

E você, também gosta dos livros dele?

Conheça os livros do autor já resenhados aqui na Estante:

29 de set de 2017

Resenha: A pequena pianista


A pequena Pianista

Jane Hawking
2017, Única

SINOPSE
Uma vez sentada diante do piano, Ruth se aplicava de coração ao instrumento e à música, esquecendo as reservas inconscientes que pudesse ter sentido.
Ruth nasceu em uma Londres ainda muito marcada pelo fim recente da Segunda Guerra Mundial. Uma criança observadora e pensativa que se vê diante de um mundo adulto confuso, misterioso e de histórias incompletas. Seu maior refúgio está nas lembranças de um tempo mais simples, quando visitava seus avós em Norhambury. À medida que se aproxima da própria adolescência, Ruth descobre a motivação para perseguir o seu sonho de se tornar uma pianista renomada, ao mesmo tempo que se depara com os segredos de sua família ao longo do caminho.
A pequena pianista é um romance sobre a natureza imprevisível do comportamento humano e sobre assumir o controle do próprio destino, apesar dos desafios. Uma história sobre diferentes tipos de amor entre pais, avós e crianças, entre jovens descobrindo a primeira paixão e, acima de tudo, o amor pela música.
É hora de fechar a porta do passado e dar uma chance ao futuro.
Pensem em um livro lindo, profundo e encantador. É esse!
A pequena pianista é uma grande história (literalmente, o livro tem 464 páginas!) sobre a pequena Ruth, uma menina que nasceu em uma Londres ainda muito afetada pelo fim recente da Segunda Guerra Mundial.

A autora é a Jane Hawking, a mesma de A teoria de tudo, cuja adaptação para o cinema rendeu o Oscar de melhor ator ao Eddie Redmayne.

Voltando para história, Ruth é filha de John (a quem ela chama de Papai) e de Shirley, com quem tem uma relação extremamente distante e cheia de mistérios.
Desde criança, Ruth viu seus pais discutindo sobre assuntos que ela não entendia e que ninguém se importava em explicar e, por isso, cresceu com muita dificuldade de se conectar com a mãe, com a casa e com o mundo no qual vive.
Os seus dias felizes, e que lhe renderam as melhores memórias, foram quando ela visitava os avós em Norhambury, Nan e Vovô. A casa dos avós é o único lugar no qual Ruth podia ser ela mesma e ser querida e amada incondicionalmente por isso. E também foi lá que ela aprendeu a tocar piano, graças a influência de uma tia falecida que ninguém quer falar a respeito, por mais que Ruth sinta-se fascinada por ela.
A paixão pelo piano e pela música cresce muito rápido dentro de Ruth, e o talento também! Mas, como muitas coisas em sua vida, ela não pode compartilhar esse dom com os pais. Com isso, passa por muitas coisas pra conseguir praticar e deixar aflorar esse dom.

Na quarta capa do livro está escrito que é uma história sobre "a natureza imprevisível sobre o comportamento humano e sobre assumir o controle do próprio destino", e essa frase não poderia descreve melhor.
Todas as páginas são repletas questões sobre relações familiares, amor, segredos, mistérios e dúvidas.

E o que eu mais gostei: a autora deixa a história bem aberta, permite muitas interpretações dependendo de cada leitor. E até no final, ainda ficam muitos pontos duvidosos... Será que vem um outro livro por aí? Espero que sim!

Sobre a parte gráfica do livro, sou suspeita para falar, mas está linda (e dá para perceber isso só de ver a capa, né?).

Recomendo muito participar da escrita impecável de Jane Hawking!


28 de ago de 2017

Resenha: Dois a dois

Dois a dois
Nicholas Sparks
Arqueiro, 2017

SINOPSE:
Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos. Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva - e a se abrir para antigas e novas emoções.
Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado. 
Em 'Dois a dois', Nicholas Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos.

Eu adoro ler Nicholas Sparks e até sua obsessão pela morte eu já compreendi quando li Três semanas com meu irmão (conheça aqui), mas a experiência com Dois a dois foi um pouco diferente. 
Nesse livro, Sparks conta a história de Russ, um marido apaixonado, romântico e bom pai que se vê sua profissional virar de cabeça para baixo e junto com ela, seu casamento. A esposa Vivian é repugnante, para simplificar. Egoísta e mimada, ela se afasta do marido e da filha deixando toda a responsabilidade pela pequena London, de cinco anos, a cargo do pai. Claro que é esse fato que apresenta o tema principal do livro, a relação entre Russ e sua filha. Um linda relação que vai se construindo aos poucos.

Mas afinal, o que aconteceu durante a leitura que eu não tive a mesma experiência dos livros anteriores? Eu achei maçante, entediante e monótono! Das 501 páginas do livro, eu só consegui me envolver quando faltavam 50! Dá para acreditar? São páginas e páginas de uma Vivian egocêntrica que distorce a realidade e um Russ que se lamenta o tempo todo. O que salva a história são os personagens secundários, esses sim, mais interessantes. A irmã de Russ, Marge, é ótima!

Sempre gostei da escrita fluida de Sparks, sem muita enrolação, mas em Dois a dois eu nem conseguia identificar isso. Só "o encontrei" na história quando uma tragédia se abate sobre a vida de Russ e sua família e a trama ganha um novo ritmo.
Quanto a relação de Russ e London, ela é descrita pelos personagens que interagem com eles na história como algo incrível, raro. Será tão raro assim? Só em meu círculo de amizades conheço vários pais que são assim, amorosos e envolvidos com a educação dos filhos. Aqui em casa tenho o melhor exemplo disso, então me desculpe, mas não consegui me maravilhar com o relacionamento deles.

Dois a dois foi para mim uma decepção e empurrei a leitura até o final. Confesso que foi o primeiro livro de Sparks que eu não gostei, que foi difícil de ler. 

Mas tenho que fazer um registro sobre a capa: linda! E retrata uma cena bela e delicada da história. 

13 de ago de 2017

Juliana na Flip 2017


No dia 29 de julho de 2017 eu realizei uma vontade antiga: participar da Flip! Infelizmente só consegui ir no final de semana – passei o sábado todo e metade do domingo –, mas já foi o suficiente pra sentir a energia e ficar com vontade de ir nos próximos anos.

Antes de começar a contar do que eu participei, tem uma coisa indescritível na feira que vale uma atenção especial: o clima gostoso que contagia todos os presentes. É muito legal ver tantas pessoas em busca do mesmo objetivo, compartilhando experiência e sempre felizes.

O homenageado desse ano foi, merecidamente, Lima Barreto. E os dias contaram com uma programação diversificada e bem interessante. E o grande sucesso de todos os dias foi o ator/autor Lázaro Ramos, que estava lançando o livro Na minha pele, o título mais vendido de toda a Flip.

Mas agora vamos para os eventos que eu pude presenciar:


 A cidade: Paraty é maravilhosa. Uma cidade bonita, com pessoas simpáticas e dona de um charme único. O único problema é o chão de paralelepípedos que, apesar de ser uma marca registrada da cidade, complica muito a movimentação nos horários de “pico”. A alimentação é barata e acessível, mas no final de semana estava bem difícil de achar um lugar pra comer. 











Mesa 12: Romance e história, dois historiadores e uma romancista, João José Reis e Ana Miranda, com Lilia Schwarcz como mediadora. Uma conversa muito rica nos quais abordaram a literatura e a história da escravidão. 



Embora não tenham falado diretamente sobre Lima Barreto, permearam o cenário em que o homenageado viveu e escreveu.


Mesa 13: foi difícil escolher, mas esse foi o meu evento favorito de toda a feira! Foi uma surpresa maravilhosa poder assistir à essa mesa.

Começamos com uma performance impecável da poeta Adelaide Ivanova sobre feminicídio, machismo e política. Não conhecia essa mulher e virei fã!
Depois seguimos com um debate sobre literatura e ativismo com Maria Valéria Rezende e Luaty Beirão.

Maria Valéria é autora, entre tantos títulos, do livro Outros cantos, ganhador do prêmio Jabuti em 2015. E Luaty é um rapper ativista angolano e autor dos livros Sou eu mais livre então e Kanguei no maiki (esse inclusive foi o nome da mesa).

Com uma conversa muito sincera e casual, os dois contaram de suas experiências com a censura e a luta pela liberdade dos seus ideais e escritas.

Para fechar com chave de ouro, Luaty apresentou uma de suas músicas!

Casa Publishnews: o portal Publishnews foi bem ousado esse ano e fez uma programação com muitas mesas de debate e, no final de cada dia, os seus famosos Happy Hours. Estive lá para assistir uma conversa com os vencedores do Prêmio Jovens Talentos. Muito divertida, casual e informativa.

Casa Sesc: a casa estava linda, muito bem organizada e com uma programação legal. Estive lá para assistir um debate sobre livros digitais no mercado editorial atual. Eu esperava mais da conversa, achei que os assuntos discutidos ficaram rasos, mas foi bem interessante mesmo assim. 

Mesa 17: para fechar a feira, fui assistir a mesa mais concorrida da Flip: uma conversa de esquentar o coração entre Conceição Evaristo e Ana Maria Gonçalves. A mesa foi conduzida com fotos da vida Conceição e, a partir da imagem, ela contou como cada experiência refletiu em sua vida literária. 

Livraria principal da feira













Para resumir: foram dois dias de experiências riquíssimas! Pretendo voltar nos próximos anos, mas durante a semana para aproveitar mais a feira e pegar a cidade mais vazia.

Caso nunca tenha ido, aconselho a se programar para não perder a edição 2018.

Matheus, eu, Maitê e Nestor










24 de jul de 2017

Resenha: O perfume da folha de chá

O perfume da folha de chá
Dinah Jefferies
2017, Paralela

SINOPSE:

Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.

Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.
Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

Comprei esse livro por ter lido ótimas avaliações a respeito dele. Não conhecia a escritora Dinah Jefferies, mas O perfume da folha de chá é seu segundo romance.

Ambientado no Ceilão, nome adotado pelo atual Sri-Lanka até 1972, o romance conta a história da jovem Gwendolyn, ou somente Gwen como é chamada pela família. Gwen chega ao Ceilão em 1925, após se casar aos 19 anos com Laurence, um viúvo de 37 anos e que cultiva chá nas terras do Ceilão. Antes de desembarcar, ela conhece o artista plástico Savi Ravasinghe, um cingalês bonito e charmoso, que parece ter uma história no passado que o faz ser uma pessoa não desejada no círculo social por Laurence. 

Decidida a enfrentar a distância de sua família em uma terra totalmente estranha e diferente do que está acostumada, Gwen logo tenta se inteirar dos assuntos domésticos e interagir com os empregados cingaleses e tâmeis, mas a única interação satisfatória que ela consegue é com a aia Naveena, que cuidou de seu marido quando ele era criança e agora ficou responsável pelos cuidados com a nova patroa. Gwen se sente sozinha e triste...

Laurence pouco fala sobre sua primeira mulher e a morte dela, o que parece ser um assunto não desejado na casa. A irmã de Laurence, Verity, chega para passar um tempo com o casal e isso poderia ser uma ótima oportunidade para Gwen ter companhia, mas a cunhada em nada facilita a vida da jovem. Pelo contrário, Verity é mesquinha e faz de tudo para afastar o irmão da esposa.

Quando Gwen engravida, o casal é tomado por uma alegria sem fim, o que faz acreditar em um futuro maravilhoso ao lado do marido e do filho que espera. Mas alguns segredos do passado e acontecimentos recentes não esclarecidos, fazem com que Gwen tenha que tomar uma decisão difícil que afeta sua vida para sempre. 

O perfume da folha de chá é um livro lindo e forte que toca em assuntos delicados. Um deles é a divisão de classes entre os trabalhadores da fazenda de chá e da casa da família. Situação que incomoda em muito Gwen, mas estamos falando de quase 100 anos atrás. Se até hoje infelizmente isso ainda existe, imagina o que uma jovem poderia fazer naquela época? 

Comecei a ler pensando ser apenas um romance de época, mas ele é muito mais. Tem o mistério que envolve o passado de Laurence que deixa o leitor intrigado, tem a toda a emoção envolvida na decisão de Gwen que nos deixa com o coração na mão o tempo todo, tem a abordagem social e por ai vai... Só lendo para saber mesmo. 
Eu indico!

16 de jul de 2017

Resenha: O melhor amigo do inimigo

O melhor amigo do inimigo
Mônica de Castro, pelo espírito Leonel
2017, Planeta

SINOPSE:

Bruce é um cão levado, sempre alegre e que, se pudesse, estaria em todos os lugares ao mesmo tempo. Mesmo assim, sua energia não se esgotaria. Logo, sua fidelidade – como a de qualquer animal de estimação – é inabalável. Mesmo assim, ele conhecerá o sofrimento e verá quão cruel o ser humano pode ser.

Mas nem tudo está perdido. Em uma história emocionante e inspiradora, você aprenderá o verdadeiro sentido da amizade, da lealdade e da possibilidade real de mudar. Todos merecem uma segunda chance, por pior que tenham sido no passado.

Esse é um livro diferente dos que vocês costumam ver resenhados aqui no blog. É um livro psicografrado, portando, segue a doutrina espírita. Como cada um de nós temos nossas crenças, caso você não se sinta confortável com o tema, sugiro não prosseguir, combinado?

Mônica de Castro escreve inspirada pelo espírito Leonel e com O melhor amigo do inimigo, ela pretende chamar a atenção para a forma como os humanos interagem com os animais em todos os aspectos, principalmente sobre a violência e o abandono. São várias histórias que acabam se interligando. 

Moisés é um morador de rua que desencarna em um acidente juntamente com seu cachorro Tostão, Desesperado com o desaparecimento de seu animal, Moisés retorna do plano espiritual e se apega a um filhote que acaba de ser comprado, passando a "morar" na casa da família com a intenção de proteger o filhote da maldade das pessoas. 

Lisandra é uma fútil, egoísta e maldosa que, apesar de ter comprado um bagunceiro filhote para seu filho Rodrigo, não suporta o animal, o agride e pensa a todo momento uma maneira de ser ver livre dele. Billy é destruidor e sapeca e só traz alegrias ao menino Rodrigo e ao seu pai. Traído pela esposa, Vítor se revolta quando Lisandra mostra todo o seu mal prejudicando a linda relação entre Rodrigo e Billy. Não quero dar spoiller, mas nesse momento meu coração doeu e as lágrimas foram inevitáveis...

André e Larissa são duas crianças de nove anos, vizinhos e melhores amigos que compartilham sua paixão pelos animais. Larissa tem uma gatinha amada, Nina e André acaba de perder seu companheiro canino. Ambos são crianças amorosas, criadas por pais igualmente amorosos e bondosos. Os caminhos do pai de André, Wilson, se cruzam com um cão abandonado, machucado e doente: Bruce. E este cão trás a alegria de volta ao garoto André que imediatamente estabelece uma relação de amor com o novo companheiro. Bruce é um cão especial, que já sentiu na pele a crueldade do Homem e tem na casa de André um recomeço para uma vida melhor.

Mas O melhor amigo do inimigo não aborda somente as questões animais, mas fala também sobre traição, segunda chance, perdão, ódio, maldade e renovação. A mãe de Ítalo, padrasto da Larissa é um exemplo de pessoa movida pelo ódio, ciúme e inveja e que faz de tudo para acabar com a harmonia da família do filho e agride os animais sempre que pode. Mas chega em um momento de sua vida, tem que refletir e se dar conta de onde seus erros a levaram e qual caminho seguir dali para frente. 

Inseridos na narrativa, temos explicações sobre as almas dos animais, sua evolução, sobre a dinâmica da influência que os espíritos podem exercer sobre os encarnados e uma verdadeira lição sobre o uso da homeopatia. 

O melhor amigo do inimigo é um livro revelador e intrigante. Recomendo a todos que gostam do tema ou aqueles que apenas estão abertos a novos pontos de vista. 

13 de jul de 2017

Resenha: Outros jeitos de usar a boca

Outros jeitos de usar a boca
Rupi Kaur
Planeta, 2017

SINOPSE:
Outros jeitos de usar a boca é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. 
Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.

Bom, antes de falar qualquer coisa quero deixar o vídeo da JoutJout sobre esse livro porque vale muito a pena assistir: https://www.youtube.com/watch?v=QBSuSPNOkaI&t=371s .

Meu primeiro comentário sobre a obra é que não é a toa que esse livro está na lista dos mais vendidos há tantas semanas. O texto é simplesmente maravilhoso em todos os aspectos: a poesia é bem escrita e os temas abordados são profundos, sensíveis e importantes de serem discutidos.

A autora divide o livro em quatro partes:

·      A dor: dos relacionamentos, dos abusos, das relações familiares e pessoais. Nessa parte é a que ela mais fala sobre a posição que a mulher ocupa na sociedade no mundo todo. Ela aborda o machismo e os abusos sofridos durante toda a vida por várias figuras masculinas.
“você tem dores
morando em lugares
em que dores não deveriam morar"

·      O amor: ela começa falando sobre o amor materno e passa para tudo o que um relacionamento desperta. As primeiras fases, o frio na barriga, aquela paixão incontrolável e a sexualidade.
“eu estou pronta para você
eu sempre
estive
pronta para você”

·      A ruptura: a decepção, o término, aquela dor inconfundível. Ela trata todas as nossas fraquezas e orgulhos no momento tão frágil e comum.

“o amor não é cruel
nós somos cruéis
o amor não é um jogo
nós fizemos um jogo
do azar”

·      A cura: essa foi a minha parte favorita. Ela mostra o empoderamento da mulher e o feminismo. Fala como precisamos nos amar e também amar uma às outras. Não somos inimigas e precisamos nos juntar para sermos mais fortes.

“você merece
se encontrar completamente
no seu ambiente
não se perder no meio dele”

Minha única ressalva é que eu acho que esse livro merecia um projeto gráfico mais caprichado, com uma fonte mais bonita e diferente e até com o corpo maior. Concordo com fazer um projeto simples, mas, na minha opinião, ficou sem graça.

Para resumir, um livro que desperta as mais diversas emoções: alegrias, tristezas, amor, dor, decepção e esperança. Torço para que continue vendendo muito!

30 de jun de 2017

Resenha: Trinta e poucos

Trinta e poucos
Antonio Prata
Companhia das Letras, 2016

SINOPSE:

Mais que qualquer escritor em atividade, Antonio Prata é cultor do gênero -consagrado por gigantes do porte de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Nelson Rodrigues - que fincou raízes por aqui: a crônica.

Pode ser um par de meias, uma semente de mexerica, uma noite maldormida, a compra de um par de óculos, a tentativa de fazer exercícios abdominais. Quanto mais trivial o ponto de partida, mais cheio de sabor é o texto, mais surpreendente é a capacidade de extrair sentido e lirismo da aparente banalidade.
Trinta e poucos traz crônicas selecionadas pelo próprio autor a partir de sua coluna na Folha de S.Paulo. Um mosaico com os melhores textos do principal cronista do Brasil.


Pensem naquele livro maravilhoso que desperta sorrisos a cada parágrafo. Eu pensei no Trinta e poucos.


Antonio Prata conseguiu, mais uma vez, juntar comédia, sensibilidade e uma escrita impecável em uma obra literária. Em Nu, de botas, o autor trabalha sobre a sua infância e em Trinta e poucos, como diz o nome, é a fase adulta.

Como já é característica do autor, é um livro de crônicas leves, engraçadas e muito envolventes. Para Antonio Prata, qualquer acontecimento, por mais leviano que seja, pode se transformar numa história incrível e que vai prender o leitor do início ao fim.
Claro que o humor é um traço muito forte nessa escrita, mas o autor fala (e muito bem!) sobre amor, amadurecimento, relações pessoais e desafios da vida adulta.

Quando terminei de ler, eu tinha um sorriso no rosto e o desejo que a obra tivesse mais páginas. É daqueles que você não consegue parar de ler, mas não quer que acabe.
Indico para jovens e adultos que estão procurando uma leitura para as férias ou para ler no caminho do trabalho. 
Não vão se arrepender!