26 de mar de 2014

Resenha: Cidades de Papel

Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Ano: 2013
Número de Páginas: 368
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-8057-374-9

Sinopse: 
O adolescente Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um n ovo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo tornou-se um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava conhecer.

"Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio,  nem ganhar um prêmio Nobel, nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uam chuva de sapos. Poderia ter me casado com a Rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman" Q.

Motivada pelas críticas positivas ao autor John Green, do já famoso "A Culpa é das Estrelas", comecei a ler seu último livro Cidades de Papel. No início fiquei um pouco perdida quanto ao posicionamento do livro, seu público-alvo. A história é do adolescente Quentin que aos nove anos de idade, juntamente com sua vizinha Margo, encontram um cadáver no parque. Após este acontecimento, os dois seguem caminhos diferentes e embora estudassem na mesma escola, não cultivaram mais qualquer proximidade ou amizade. Quentin é apaixonado pela imagem que tem da vizinha e se espanta quando ela entra novamente em sua vida convidando-o para uma noite de vingança e alguns pequenos delitos. Até então, eu ainda não entendia o porque do sucesso do autor. Um livro normal.
E então, Margo desaparece! E Quentin se apega a pequenas pistas supostamente deixadas pela garota para que ele a encontrasse. A partir dai, o autor mostra o motivo de ser um dos escritores norte-americanos mais queridos no momento. Inicia-se uma busca, recheada de descobertas. Enquanto Quentin lê repetidamente um livro de poesias deixado por Margo tentando entender quem realmente ela era e angustiava-se pensando que ela poderia estar morta, ele vai descobrindo a si mesmo. Reconhece a diferença existente entre o ideal que fazemos de uma pessoa e como realmente ela é. Fica obcecado pela busca por uma garota que nem era sua amiga de verdade e chega perto de se desencontrar de seus verdadeiros amigos, Ben e Radar (os dois amigos de colégio são os responsáveis pelas passagens divertidas do livro). 
Cidades de Papel é o tipo de livro que consegue te prender com um mistério, no caso o desaparecimento da garota, até as últimas páginas. O leitor torce para que Quentin a encontre viva, que ela se apaixone por ele e que tenham um final feliz. 

A narrativa é de Quentin em uma linguagem  própria da adolescência com muitas gírias, podendo assim afastar um pouco os leitores adultos (foi o que me deixou na dúvida de para quem este livro foi escrito). 
Cheguei a conclusão que é um livro para jovens e adultos. Cada um lê com o aprofundamento que preferir.

2 comentários:

  1. Já li muitos livros do Jhon Green e queria uma opinião rs Não sei, mas toda vez que leio algo dele, sinto que estou relendo algum outro livro dele. Os personagens são todos parecidos, jovenzinhos e estudantes de ensino médio/começo da faculdade. Será que o problema sou eu? D: hahaha

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    1. Não, o problema não é você! kkkkk O problema é o público alvo dele kkk
      Acredito que ele sempre utiliza o mesmo perfil dos personagens como uma forma de se aproximar do público-alvo e... está conseguindo! O cara virou um fenômeno entre os adolescentes.
      Mas o que eu gostei em Cidades de Papel e A Culpa é das Estrelas é que ele conseguiu, mesmo com este perfil de personagens, atrair leitores adultos. Só em Teorema que não teve jeito...
      Abraços.

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