9 de fev de 2017

Resenha: O Par Perfeito - Trilogia a Pousada 3

O par perfeito - A Pousada 3
Nora Roberts
Arqueiro, 2016

SINOPSE:
Mesmo sendo conhecido como o mais durão dos irmãos, Ryder Montgomery deixa as mulheres aos seus pés quando coloca seu cinto de ferramentas. Nenhuma delas é imune a seu jeito sexy quando está no trabalho. Sem contar, é claro, Hope Beaumont, a gerente da Pousada BoonsBoro.

Ex-funcionária de um luxuoso hotel em Washington, Hope está acostumada à agitação e ao glamour, porém isso não significa que ela não aprecie os prazeres da cidade pequena. Sua vida está exatamente como ela deseja – exceto pela questão amorosa. Sua única interação com alguém do sexo oposto são as frequentes discussões com Ryder, que sempre lhe dá nos nervos. Ainda assim, qualquer um vê que há uma química inegável entre os dois.
Enquanto o dia a dia na pousada transcorre sem problemas graças aos instintos infalíveis de Hope, algumas pessoas de seu passado estão prestes a lhe fazer uma indesejável – e humilhante – visita. Mas, em vez de se afastar ao descobrir que Hope tem seus defeitos, Ryder só fica mais interessado por ela. Será que pessoas tão diferentes podem formar um par perfeito?

No livro que encerra a trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta Ryder Montgomery, que, ao tentar driblar o amor refugiando-se no trabalho, acabou sendo surpreendido pelo sentimento mais nobre e profundo que já teve.

Ryder e Hope? A primeira vista, um casal nada provável. Mas as aparências enganam, não é? 
Nesse último livro da trilogia A pousada, Nora Roberts cria um casal diferente e cativante. Ryder é o irmão rabugento que chega a ser grosseiro com Hope diversas vezes. Hope é a toda certinha e mega organizada gerente da pousada da família e a responsável por boa parte do sucesso do novo empreendimento dos Montgomery. Mas uma atração inesperada surge entre eles que, claro, relutam um pouco para assumir os sentimentos. Mas ao contrário do que se esperavam,, eles iniciam um relacionamento "sem frescuras", papo aberto. Bem ao estilo prático de Hope:

"-Carolee está servindo queijos e vinho aos hóspedes, mas tenho que voltar para ajudá-la. Só queria lhe perguntar uma coisa antes.
-Tudo bem.
-Você está pensando em fazer sexo comigo?
-Como diabos eu deveria responder a essa pergunta?
-Seria bom que dissesse a verdade. Dou muita importância à honestidade em qualquer tipo de relacionamento, mesmo que seja só algo casual. Foi um aprendizado da vida. Tudo assim, bem direto - acrescentou, enquanto Ryder ficava ali parado, com as sobrancelhas franzidas e sem saber o que dizer - Sem rodeios e sem complicações. Se não estiver a fim, tudo bem. Só gosto de saber onde estou pisando.
Isso é que é botar as cartas na mesa.
-Eu não faço ideia de onde estou pisando".

 É quando o passado de Hope dá as caras em sua vida novamente, que Ryder percebe o quanto está envolvido e se abre verdadeiramente para algo novo em sua vida.

Paralelo ao romance quente do casal, temos em O Par Perfeito o desfecho da história do fantasma que mora na pousada e está a espera de seu grande amor Billy. Uma linda história de amor, perda e esperança. 

"-Bill. O meu Billy. Eu estava a cabalo e passei do ponto em que me era permitido ir sozinha. Fui até a beira do córrego e e ele estava lá, pescando numa tarde domingo (....)
-Mas ele estava lá e por isso não fazia frio. Eu nunca deveria ter me dirigido a Billy, nem ele a mim. Mas sabíamos, e era como se soubéssemos desde sempre. Um olhar, uma palavra e nosso coração se abriu. Como nos romances que Cathy lia para mim e me faziam rir por causa de relatos de amor à primeira vista. (...)
-Por perto. Ele estava vindo. Eu podia ouvir os canhões, mas estava tão doente... Billy estava vindo. Tinha prometido. Estou esperando. 

Nora Roberts fechou a trilogia com o mesmo encanto que deu início a história dos irmãos Montgomery e suas paixões. Os personagens são bem definidos e a narrativa da autora é precisa e no ponto certo de detalhes, oferecendo uma leitura que flui naturalmente. 

Eu sempre digo e volto a repetir: ler Nora Roberts é garantia de momentos leves, romances lindos e nada perfeitos, mas que dá ao leitor uma sensação de aconchego. É aquele tipo de leitura que só nos faz bem. 

Saiba mais sobre os dois primeiros volumes da trilogia:


UM NOVO AMANHÃ


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