11 de jul de 2014

Resenha: Nunca fui santo


Título: Nunca fui santo – o livro oficial do Marcos
Editora: Universo dos livros
Ano: 2012
Páginas: 168
ISBN: 978-85-7930-289-3

“Ser goleiro é a única coisa que sei fazer na minha vida.”
Marcos é um ídolo alviverde, verde-amarelo e de quase todas as cores. Não só por ser um dos melhores goleiros da história do futebol, mas por ser uma das pessoas mais simples do mundo – mundo que ele conquistou em 2002.
Ele não quis ganhar mais dinheiro em Londres para não ficar longe da família, dos amigos, do sítio, da moda de viola, da vida simples que o faz ser admirado por todos. Admirado por ser o goleiro do Palmeiras, da Seleção e, principalmente, por ser um verdadeiro defensor das nossas cores e dos nossos credos.
Nunca fui santo é um livro de causos escritos por Marcos com a graça e a simplicidade de quem ganhou a vida defendendo os seus em vez de atacar os outros. Marcos é um vencedor que não precisa de títulos. Nem de canonização.

Comecei a ler esse livro porque adoro futebol e, por ser palmeirense, sempre amei ver o Marcos jogar.
Para quem não conhece, Marcos é um dos maiores goleiros da história do Palmeiras e da Seleção Brasileira e, nesse livro, contou toda a história de sua carreira. Conquistou o respeito do mundo todo após participar do penta campeonato do Brasil na Copa de 2002.
Indico esse livro para qualquer um que goste um pouco do esporte, independente do time que torça ou de qualquer outro motivo.
Nas páginas desse livro, Marcos contra toda a sua trajetória de como saiu de uma cidade que mal tinha nome para se tornar um dos maiores ídolos do futebol brasileiro.
Mas o que mais impressiona na leitura não são as grandes e gloriosas histórias  de vitórias ou o crescimento como goleiro, e sim a extrema humildade que o ele mostra que não perdeu até hoje.
“Não vinguei na vida desse jeito, passando por sobre as pessoas e os companheiros. Não sou assim.”
Ele é extremamente comum, humilde e tem uma fé em Deus tão forte que transparece para o leitor a cada palavra.
“Não consigo ser só profissional. Nunca fiz média com ninguém. Se a torcida gosta de mim, foi pelas coisas que conquistei. Foi por ter quebrado a clavícula ao me jogar na bola numa dividida. Foi por ter deixado de lado uma proposta de 45 milhões do Arsenal para ficar aqui e jogar a série B. Eu deixei de agir só com a razão. Às vezes, faço as coisas com o coração, como um verdadeiro torcedor.”
Além de tudo, enquanto você lê, parece que está conversando com um amigo, já que as palavras criam uma conversa extremamente casual entre leitor e autor.
Marcos é um jogador que merece ser admirado não por trazer títulos aos times em que jogou, mas pela humildade gigantesca que carrega desde o berço até hoje.
“Onde eu iria achar meu sítio para pescar na Inglaterra? Lá não tem cachaça, nem cigarro de palha, nem moda de viola.”

Indico para todos que gostem de futebol, sem nenhuma exceção.

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