10 de fev. de 2018

Resenha: Magia do Sangue - Livro três da trilogia Primos O'Dwyer


Magia do Sangue
Livro três da trilogia Primos O'Dwyer
Nora Roberts
2015, Arqueiro

SINOPSE:
Há muitos anos, Branna O’Dwyer entregou seu amor a Finbar Burke. No entanto, o romance durou pouco. Uma maldição ligada ao sangue de suas famílias os proibiu de ficar juntos. 

Branna tentou preencher esse vazio com amigos e familiares, mas sabe que, sem Fin, sua vida nunca estará completa. Ele, por sua vez, passou os últimos doze anos viajando pelo mundo, focado exclusivamente no trabalho. 

Atormentados pela forte atração que nem a distância pôde aplacar, nenhum dos dois acha que um dia se entregará de novo ao amor. 

Entretanto, em meio às sombras que ameaçam destruir tudo o que eles consideram mais precioso, esse relacionamento sem futuro pode ser também a última esperança que lhes resta.

E com Magia do Sangue, Nora Roberts encerra a trilogia que além de amor e romance, fala de amizade, comprometimento, força, coragem e claro, magia! 

Mais fortalecidos e poderosos, "os três", como são chamados Branna, Connor e Iona, ao lado de Fin pesquisam uma nova maneira de atacar e derrotar de vez Cahban. Os laços com Meara e Boyle estão mais fortes, tornando o círculo mágico que os une muito poderoso. Mas Cahban também está ficando cada dia mais forte e agressivo. 

E finalmente podemos ver o amor entre Branna e Finbar vencendo o medo e a maldição. Fin é meu personagem favorito e nem sei bem explicar o motivo. Desde o começo sua personalidade e seu jeito carinhoso de ser me conquistou. Sua dor por não poder viver o amor com Branna é de fazer o leitor lamentar junto com ele. Mas nesse último volume da trilogia, Branna abre seu coração e vence o medo... e foi até mais rápido do que eu imaginei!

Fin chega ao limite, arriscando sua vida para derrotar seu antepassado que lhe deixou como herança uma marca no ombro, a marca da maldição de Sorcha. 

Nesse último volume, a autora ressaltou ainda mais o poder da união e da amizade. E como não poderia deixar de ser, o poder do amor. 

A trilogia é uma leitura diferente do que os leitores de Nora Roberts estão acostumados por envolver o romance em um cenário mágico e desafiador. 

2 de fev. de 2018

Resenha: Feitiço da Sombra - Livro dois da trilogia Primos O'Dwyer

Feitiço da Sombra 
Livro dois da trilogia Primos O'Dwyer
Nora Roberts
2015, Arqueiro

SINOPSE:

Com as lendas e tradições da Irlanda correndo em seu sangue, Connor O’Dwyer se orgulha de chamar o Condado de Mayo de seu lar. É lá que Branna, sua irmã, mora e trabalha e onde Iona, sua prima, encontrou o verdadeiro amor. Foi nessa terra que seus parentes e amigos formaram um círculo de proteção que nunca poderá ser rompido...

Até que um beijo põe em risco a segurança de todos.

Depois de um breve encontro com a morte, Connor e a melhor amiga de sua irmã se entregam um ao outro. Muitas mulheres passaram pela cama de Connor, mas nenhuma havia descoberto o caminho para seu coração. Meara tem olhos escuros, pele morena – herança do lado cigano de sua família – e corpo de deusa.

Os rumos dela e os de Connor se cruzam diariamente. Ele leva turistas em caminhadas para observar falcões. Ela os guia em cavalgadas pelo campo. Eles se dão bem desde a infância e, depois do tórrido encontro, o rapaz tem esperança de que esse relacionamento evolua.

Para frustração dele, no entanto, Meara se contenta apenas com o prazer do momento, temendo se perder – e perder a amizade dele.
Essa mudança em sua relação pode abalar o círculo e permitir que uma perigosa ameaça ressurja aos poucos, como uma névoa. Para detê-la, Connor precisará novamente da família e dos amigos para despertar a força e a fúria que correm em seu sangue. Quem sabe pela última vez.

Esse livro dois da trilogia Primos O’Dwyer não achei tão bom quanto o primeiro. Nele encontramos Cabhan enfraquecido pelo confronto com os três e com seu interesse voltado para Meara. O foco desse livro é o romance entre Connor e Meara, aliás um previsível romance, sem surpresas. Não sei se era eu que estava ansiosa para ver o romance entre Branna e meu personagem favorito, Fin que acabei não me envolvendo muito com a história de Connor e Meara. E também por ser uma trilogia, você já imagina que Cabhan será vencido somente no final da história.. Isso deixa o volume “do meio” um pouco morno, sem as descobertas do primeiro e o desfecho do último.

Em Feitiço da Sombra é apresentada a história familiar de Meara e a aceitação de seus sentimentos pelo amigo de infância, Connor. Nesse ponto da história, Branna passa aceitar um pouco mais a presença e ajuda de Finbar, o herdeiro de Cabhan e junto com seu irmão e sua prima, trabalha novos feitiços e formas de derrotar Cabhan.


E todas as passagens que envolvem os “primeiros três” são interessante e nesse volume Connor e Meara passam por experiências envolvendo os primos do passado, principalmente Eamon. Feitiço da Sombra é apenas a leitura necessária para se chegar ao desfecho esperado, Magia do Sangue! Esse sim, promete!

22 de jan. de 2018

Resenha: O jardim das borboletas

O JARDIM DAS BORBOLETAS
Dot Hutchison
Planeta, 2017

SINOPSE:
Perto de uma mansão isolada, existia um maravilhoso jardim. Nele, cresciam flores exuberantes, árvores frondosas... e uma coleção de preciosas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. Cada uma delas passa a ser identificada pelo nome de uma espécie de borboleta, tendo, então, a pele marcada com um complexo desenho correspondente. Quando o jardim é finalmente descoberto, uma das sobreviventes é levada às autoridades, a fim de prestar seu depoimento. A tarefa de juntar as peças desse complexo quebra-cabeça cabe aos agentes do FBI Victor Hanoverian e Brandon Eddinson, nesse que se tornará o mais chocante e perturbador caso de suas vidas. Mas Maya, a enigmática garota responsável por contar essa história, não parece disposta a esclarecer todos os sórdidos detalhes de sua experiência. Em meio a velhos ressentimentos, novos traumas e o terrível relato sobre um homem obcecado pela beleza, os agentes ficam com a sensação de que ela esconde algum grande segredo.

Com certeza, O jardim das borboletas foi o livro mais perturbador que li nos últimos meses. E eu abri o ano justamente com ele... 
A história começa com o a chegada de uma das garotas resgatadas do chamado Jardim. Maya é uma das meninas que eram mantidas em cativeiro e começa a contar sua história aos agentes do FBI.

A história de modo geral já é inquietante, mas conforme a garota vai narrando os detalhes, se torna ainda mais intensa. Todas as garotas foram sequestradas quando tinham por volta de 16 anos e levadas para o Jardim onde recebiam uma enorme e detalhada tatuagem nas costas de asas de borboletas. Quem fazia as tatuagem e as mantinham presas é um homem por elas chamado de Jardineiro. E é a figura dele que desperta no leitor os mais diversos sentimentos! Ele sequestra, marca e estupra as garotas. As mantém privadas da vida exterior e certas de apenas um destino, a morte! Ele as coleciona como se fossem borboletas de verdade e mantém sua mórbida coleção a vista de todas. E acreditem, ele demonstra carinho e amor por elas! Isso foi o mais doentio. Ele afirma amá-las e acredita estar fazendo o bem para as garotas ao imortalizar sua beleza. Surge então a pergunta: até onde pode ir a perturbação da mente humana? 

E para piorar o cenário, ele divide as meninas com seu violento filho Avery. Se o Jardineiro demonstra carinho com as garotas, Avery é pura perversão. As machuca e por algumas vezes, chega a matar durante o sexo.

Um fato que me incomodou na história foi a passividade das meninas em aceitar seu destino. Mesmo pairando sobre elas a ameaça da morte imediata em casos de rebeldia, elas me pareceram resignadas demais. Maya, a garota interrogada pelo FBI enquanto as colegas estão no hospital, demonstra muito equilibro ao narrar as atrocidades que viveram no Jardim e só conta o quer e no momento que ela escolhe. Mas há momentos de leveza, quando ela descreve a amizade que surgiu entre as garotas e os modos que encontraram para viver naquele ambiente bizarro. 

O leitor se choca com os fatos, mas não deixa de virar as páginas. A curiosidade sobre como elas saíram do Jardim só aumenta a cada capítulo. E isso só é revelado no desfecho da história. A autora percorreu 300 páginas construindo muito bem sua história, mas colocou um fato no final que para mim não fez muito sentido. Totalmente desnecessário... Mas isso não tira o brilho da obra. 

Esse livro faz parte de uma trilogia chamada O Colecionador. O segundo volume, The roses of may, não tem ainda data prevista para lançamento no Brasil. Mas vamos ficar de olho, pois a escrita de Dot Hutchison merece a atenção do leitor. 

Destaque para a edição linda em capa dura da Editora Planeta.